Você acaba de voltar das férias e já sente uma falta de energia inexplicável, dores no corpo e um desânimo enorme ao cumprir suas obrigações? É bem provável que você esteja com depressão pós-férias, mal que aflige 23% dos brasileiros, segundo estudo realizado pela Isma-BR (International Stress Management Association no Brasil), instituição voltada para a investigação e gerenciamento do estresse.
A pesquisa contou com 540 profissionais de 25 a 60 anos de idade, residentes em São Paulo e em Porto Alegre, com uma média de tempo de trabalho de 12 anos.
Entre os participantes com diagnóstico de depressão pós-férias, os sintomas mais comuns foram dores musculares, incluindo cefaleia (comum a 87% deles), cansaço (83%), angústia (89%) e ansiedade (83%). Do total, 68% afirmaram usar medicamentos e 52% citaram o consumo de álcool como forma de aliviar o mal-estar.
A depressão pós-férias não deve ser confundida com o desconforto da segunda-feira, ou após um feriado prolongado, que produz sintomas menos intensos e duradouros, segundo a presidente da Isma-BR, Ana Maria Rossi.
Os profissionais mais vulneráveis à depressão pós-férias, segundo o levantamento, foram os de finanças, saúde, informática e aqueles que estão fora de sua área de formação.
De acordo com Rossi, o mal-estar na volta ao trabalho não costuma durar mais do que duas semanas, tempo que corpo e mente levam para se readaptar à velha rotina.
Mas os sintomas são um indicativo de descontentamento com o ambiente de trabalho ou com o próprio ofício. A pesquisa mostrou que 93% das vítimas de depressão pós-férias se sentem insatisfeitas profissionalmente; 86% não veem possibilidade de promoção ou desenvolvimento; 71% consideram o ambiente de trabalho hostil ou pouco confiável; e 49% têm conflitos interpessoais no local de serviço.
Outro ponto detectado é que, quanto mais tempo no mesmo emprego, maiores as chances de sofrer de depressão pós-férias. “Muita gente sabe que o trabalho lhe faz mal, mas não sai por causa do salário ou de algum outro tipo de benefício”, descreve. Essa relação de dualidade traz muita culpa e angústia, principalmente quando não há perspectivas de mudança: “Quando a pessoa sabe que o sofrimento é temporário, pois decide que vai ficar naquele trabalho só até cumprir determinada meta, fica mais fácil lidar com a insatisfação”, pondera.
Você deve buscar compensações. A especialista ensina que, no mundo ideal, a solução mais adequada para o problema seria buscar um emprego que proporcionasse mais satisfação. “Mas a gente sabe que isso não é tão simples”, admite. A saída, então, é buscar compensações para a falta de motivação, procurando os amigos, dedicando-se a algum hobby prazeroso ou fazendo algum trabalho voluntário. “Sentir-se gratificado e saber que sua colaboração tem valor é importante até para manter a sanidade”, justifica.Tente fraccionar suas férias. Outra maneira de reduzir o risco de depressão pós-férias é fracionar o período de descanso. Rossi garante que os benefícios da medida já foram comprovados em pesquisas do Isma e de outras instituições. No entanto, a legislação brasileira só permite que a pessoa divida as férias em no máximo dois períodos de 15 dias. A especialista acredita que pelo menos três pausas de dez dias são o ideal, pois exigem menor mobilização para deixar as coisas em ordem antes de sair e evitam o acúmulo de pressões e demandas. “Quando o efeito da pausa anterior passa, a pessoa já tem um novo período de descanso”, relata. Evite postergar seu descanso! Se você é do tipo que ama o que faz ou é viciado em trabalho, as férias podem até ser motivo de estresse. Nesse caso, o conselho é conciliar o período de descanso com algum curso. Como ressalta Rossi, deixar de fazer pelo menos uma pausa ao longo do ano prejudica muito a produtividade. E isso é algo que nem você, nem a empresa para a qual trabalha, vão querer que aconteça. E você? Acabaram-se as férias? Como está? Estamos ao seu dispor para conversar!
Horácio Ramasine – Psicoterapeuta Holístico
Mais de 30% das pessoas são acometidas de depressão pós-férias!
A Psicoterapia simplificada.
Segundo a Drª Dora Bicho, em se tratando de uma primeira consulta de psicologia ou psicoterapia, algumas palavras àqueles para quem a ideia de ir a um psi, parece uma ideia algo ousada ou até mesmo uma aventura. Ela achou por bem dividir o artigo em dois momentos, dedicando o primeiro à tomada de decisão em consultar um psi, e o segundo ao início da“aventura” no seguimento dessa mesma decisão. Notemos, desde já que psic(o) vem do grego psykhé que significa alma. Portanto, todas as abordagens psi, sejam elas quais forem, tratam da nossa mente. E há muitas. Desde as mais abrangentes a ramificações mais especializadas.
Será também útil saber algo sobre alguns termos e ela escolheu, dentre os muitos existentes, alguns termos mais comummente utilizados: psicologia, psicoterapia, psicanálise e psiquiatria.
A psicologia [do grego psykhé (alma) + lógos (estudo) + ia] é uma área do conhecimento muito abrangente. Ela trata, na sua globalidade, de tudo o que diz respeito ao comportamento e processos mentais. Aplica-se ao nível da prevenção e do tratamento. O psicólogo é portanto um técnico dessa área. Ele estuda, diagnostica e intervém em tudo o que se relaciona com a mente.
A psicoterapia [do grego psykhé (alma) + therapeía (tratamento)] faz parte da psicologia, mas corresponde mais especificamente ao tratamento psicológico. As metodologias utilizadas num tratamento psicológico diferem consoante os terapeutas e teorias subjacentes.
A psicanálise [do grego psykhé (alma) + análysis (análise)] é um método de investigação psicológica e de psicoterapia. A abordagem terapêutica consiste na análise intensiva da vida mental consciente e inconsciente, no passado e no presente do paciente.
A psiquiatria [do grego psykhé (alma) + iatreía (cura)] é um ramo da medicina que trata dos problemas mentais e da sua terapêutica. Portanto, um psiquiatra é um médico que seguiu a especialização em psiquiatria.
Então; assim quanto aos motivos que podem levar alguém a consultar um psi, podemos dividi-los em três grupos. Os que o fazem como um investimento pessoal e/ou profissional de auto-reflexão. Os que o fazem por sentirem um mal-estar algo difuso, ou uma sensação de insatisfação ou tristeza pouco claros. E ainda aqueles que procuram ajuda para resolução de um problema específico.
Enfim, quem quer prevenir, cuidar, tratar dos dentes, por exemplo, vai ao dentista; quem quer prevenir, cuidar, tratar da mente vai a um psi. Uma vez tomada a decisão de ir a um determinado psi criam-se expectativas. Imaginamos como será o especialista (se nunca o vimos), como se relacionará connosco, que perguntas nos fará, o que pensará de nós. Ou até, se achará o nosso caso muito complexo e de difícil resolução, e se sim, se nos culpabilizará por isso. Tudo isto faz parte da “aventura” e provavelmente, correndo tudo bem, são dúvidas que se vão esclarecendo favoravelmente.
Uma ideia muito comum é esta: o que se passa comigo é inconfessável, uma vergonha, porque isto só acontece comigo ou com pessoas fracas como eu. É o que muitos pensam, os que procuram ajuda e os que não a procuram. Nada de mais errado, porque uma coisa é aquilo que imaginamos que se passa na vida das outras pessoas, e outra coisa é aquilo que realmente se passa. É tendência geral, a preocupação em esconder o que parece condenável e apontado como motivo de vergonha.
É de sublinhar que o trabalho com um psi é um trabalho de colaboração. É um trabalho em que o cliente tem um papel activo, orientado pelo especialista (que, tendo-se especializado naquela matéria, tem mais conhecimentos do que o cliente sobre a mesma).
Quanto ao caso específico da Psicoterapia, ela consiste num trabalho de reflexão, descoberta, e compreensão pessoal. E também num treino para a capacidade de auto-reflexão. Propício ao crescimento. A Psicoterapia é portanto adequada para quem pensa que tem responsabilidade pela sua vida, e que por isso, pode fazer algo por si.
Espero que estes comentários importantes da Drª Dora Bicho, você meu amigo, minha amiga, resolva, tome coragem e compartilhe conosco o seu problema, a sua fobia e até mesmo o seu transtorno! Lembre-se porém que se não houver empatia, inteiração e comunicação entre as partes; psicoterapeuta e cliente, o processo não será finalizado a contento e talvez seja interrompido antes mesmo que começa! A vontade de tratar-se é fundamental e preponderante no trabalho! Pense nisso e seja bem vindo(a) aos nossos consultórios!
Horácio Ramasine
Psicoterapeuta Holístico
CRT 44668 – Sinte/ABPR
Os números de 2010
Os duendes das estatísticas do WordPress.com analisaram o desempenho deste blog em 2010 e apresentam-lhe aqui um resumo de alto nível da saúde do seu blog:

O Blog-Health-o-Meter™ indica: Este blog é fantástico!.
Números apetitosos
Um Boeing 747-400 transporta 416 passageiros. Este blog foi visitado cerca de 5,400 vezes em 2010. Ou seja, cerca de 13 747s cheios.
Em 2010, escreveu 2 novo artigo, aumentando o arquivo total do seu blog para 15 artigos. Fez upload de 12 imagens, ocupando um total de 2mb. Isso equivale a cerca de uma imagem por mês.
O seu dia mais activo do ano foi 14 de Abril com 42 visitas. O artigo mais popular desse dia foi O que é a Depressão?.
De onde vieram?
Os sites que mais tráfego lhe enviaram em 2010 foram filhosdomilenio.yolasite.com, google.com.br, mail.live.com, mail.yahoo.com e blog.com.pt
Alguns visitantes vieram dos motores de busca, sobretudo por psicopatias, depressão, urso, fracasso e tdah
Atracções em 2010
Estes são os artigos e páginas mais visitados em 2010.
O que é a Depressão? Junho, 2009
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As Psicopatias Resumidas! Setembro, 2009
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Síndrome de Burnout: uma doença do trabalho? Setembro, 2009
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ALUNO É TRANSITÓRIO! FILHO É PARA SEMPRE! Julho, 2009
Fracasso? Julho, 2009
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Doenças psicossomáticas.
O espírito Joanna de Ângelis, pela mediunidade de Divaldo P. Franco fala-nos sobre as doenças psicossomáticas e o importantíssimo papel da mente na saúde:
O ser humano é um conjunto harmônico de energias, constituído de Espírito e matéria, mente e perispírito, emoção e corpo físico, que interagem em fluxo contínuo uns sobre os outros. Qualquer ocorrência em um deles reflete no seu correspondente, gerando, quando for uma ação perturbadora, distúrbios, que se transformam em doenças, e que, para serem retificadas, exigem renovação e reequilíbrio do fulcro onde se originaram. Desse modo, são muitos os efeitos perniciosos no corpo causados pelos pensamentos em desalinho, pelas emoções desgovernadas, pela mente pessimista e inquieta na aparelhagem celular.
Determinadas emoções fortes – medo, cólera, agressividade, ciúme – provocam uma alta descarga de adrenalina na corrente sanguínea, graças às grândulas supra-renais. Por sua vez, essa ação emocional reagindo no físico, nele produz aumento da taxa de açúcar, mais forte contração muscular, face à volumosa irrigação do sangue e sua capacidade de coagulação mais rápida. A repetição do fenômeno provoca várias doenças como a diabetes, a artrite, a hipertensão, etc., assim, cada enfermidade física traz um componente psíquico, emocional ou espiritual correspondente. Em razão da desarmonia entre o Espírito e a matéria, a mente e o perispírito, a emoção (os sentimentos) e o corpo, desajustam-se os núcleos de energia, facultando os processos orgânicos degenerativos provocados por vírus e bactérias, que neles se instalam.
Conscientizar-se desta realidade é despertar para valores ocultos que, não interpretados, continuam produzindo desequilíbrios e somatizando doenças, como mecanismos degenerativos na organização somática.
Por outro lado, os impulsos primitivos do corpo, não disciplinados, provocam estados ansiosos ou depressivos, sensação de inutilidade, receios ou inquietações que se expressam ciclicamente, e que a longo prazo se transformam em neuroses, psicoses, perturbações mentais. A harmonia entre Espírito e a matéria deve viger a favor do equilíbrio do ser, que desperta para as atribuições e finalidades elevadas da vida, dando rumo correto e edificante à sua reencarnação.
As enfermidades, sobre outro aspecto, podem ser consideradas como processos de purificação, especialmente aquelas de grande porte, as que se alongam quase que indefinidamente, tornando-se mecanismos de sublimação das energias grosseiras que constituem o ser nas suas fases iniciais da evolução.
É imprescindível um constante renascer do indivíduo, pelo renovar da sua consciência, aprofundando-se no autodescobrimento, a fim de mais seguramente identificar-se com a realidade e absorvê-la. Esse autodescobrimento faculta uma tranqüila avaliação do que ele é, e de como está, oferecendo os meios para torná-lo melhor, alcançando assim o destino que o aguarda.
De imediato, apresenta-se a necessidade de levar em conta a escala de valores existenciais, a fim de discernir quais aqueles que merecem primazia e os que são secundários, de modo a aplicar o tempo com sabedoria e conseguir resultados favoráveis na construção do futuro.
Essa seleção de objetivos dilui a ilusão – miragem perturbadora elaborada pelo ego – e estimula o emergir do Si, que rompe as camadas do inconsciente (ignorância da sua existência) para assumir o comando das suas aspirações. Podemos dizer que o ser, a partir desse momento, passa a criar-se a si mesmo de forma lúcida, desde que, por automatismo, ele o faz através de mecanismos atávicos da Lei de evolução.
A ação do pensamento sobre o corpo é poderosa, ademais considerando-se que este último é o resultado daquele, através das tecelagens intrincadas e delicadas do perispírito (seu modelador biológico), que o elabora mediante a ação do ser espiritual, na reencarnação. Assim sendo, as forças vivas da mente estão sempre construindo, recompondo, perturbando ou bombardeando os campos organo-genéticos responsáveis pela geratriz dos caracteres físicos e psicológicos, bem como sobre os núcleos celulares de onde procedem os órgãos e a preservação das formas.
Quanto mais consciente o ser, mais saudáveis os seus equipamentos para o desempenho das relevantes tarefas que lhe estão reservadas.
Há exceções, no entanto, que decorrem de livre opção pessoal, com finalidades específicas nas paisagens da sua evolução.
O pensamento salutar e edificante flui pela corrente sanguínea como tônus revigorante das células, passando por todas elas e mantendo-se em harmonia no ritmo das finalidades que lhes dizem respeito. O oposto também ocorre, realizando o mesmo percurso, perturbando o equilíbrio e a sua destinação.
Quando a mente elabora conflitos, ressentimentos, ódios que se prolongam, os dardos reagentes, disparados desatrelam as células dos seus automatismos, degeneram, dando origem a tumores de vários tipos, especialmente cancerígenos, em razão da carga mortífera de energia que as agride.
Outras vezes, os anseios insatisfeitos dos sentimentos convergem como força destruidoras para chamar a atenção nas pessoas que preferem inspirar compaixão, esfacelando a organização celular e a respectiva mitose, facultando o surgimento de focos infecciosos resistentes a toda terapêutica, por permanecer o centro desencadeador do processo vibrando negativamente contra a saúde.
Vinganças disfarçadas voltam-se contra o organismo físico e mental daquele que as acalenta, produzindo úlceras cruéis e distonias emocionais perniciosas, que empurram o ser para estados desoladores, nos quais se refugia inconscientemente satisfeito, embora os protestos externos de perseguir sem êxito o bem-estar, o equilíbrio.
O intercâmbio de correntes vibratórias (mente-corpo, perispírito-emoções, pensamentos-matéria) é ininterrupto, atendendo aos imperativos da vontade, que os direciona conforme seus conflitos ou aspirações. Idéias não digeridas ressurgem em processos enfermiços como mecanismos auto-purificadores; angústias cultivadas ressumam como distonias nervosas, enxaquecas, desfalecimentos, camuflando a necessidade de valorização e fuga do interesse do perdão; dispepsias, indigestões, hepatites originam-se no aconchego do ódio, da inveja, da competição malsã – geradora da ansiedade – do medo, por efeito dos mórbidos conteúdos que agridem o sistema digestivo, alterando-lhe o funcionamento.
O desamor pessoal, os complexos de inferioridade, as mágoas sustentadas pela autopiedade, as contrariedades que resultam dos temperamentos fortes de constantes atritos com o organismo, resultando em cânceres de mamas(feminino), da próstata, taquicardia, disfunções coronarianas, cardíacas, enfartos brutais, etc.
Impetuosidade, violência, queixas sistemáticas, desejos insaciáveis respondem por derrames cerebrais, estados neuróticos, psicoses de perseguição, etc. O homem é o que acalenta no íntimo. Sua vida mental expressa-se na organização emocional e física, dando surgimento aos estados de equilíbrio como de desarmonia pelos quais se movimenta.
A conscientização da responsabilidade imprime-lhe destino feliz, pelo fato de poder compreender a transitoriedade do percurso carnal, com os olhos fitos na imortabilidade de onde procede, em que se encontra e para a qual ruma.
Ninguém jamais sai da vida. Adequando-se à saúde e à harmonia, o pensamento, a mente, o corpo, o perispírito, a matéria e as emoções receberão as cargas vibratórias benfazejas, favorecendo-se com a disposição para os empreendimentos idealistas, libertários e grandiosos, que podem ser conseguidos na Terra graças às dádivas da reencarnação.
Assim, portanto, cada um é o que lhe apraz e pelo que se esforça, não sendo facultado a ninguém o direito de queixas, face ao princípio de que todos os indivíduos dispõem dos mesmos recursos, das mesmas oportunidades, que empregam, segundo seu livre-arbítrio, naquilo que realmente lhes interessa e de onde retiram os proventos para sua própria sustentação.
Jesus referiu-se ao fato, sintetizando, magistralmente, a Sua receita de felicidade, no seguinte pensamento:
– A cada um será dado segundo as suas obras.
Assim, portanto, como se semeia, da mesma forma se colherá.
Por Joanna de Ângelis e Divaldo Franco;
Livro Autodescobrimento (Ed. LEAL)
e eu assino embaixo!
Horácio Ramasine – Psicoterapeuta Holístico
Para os interessados em um tratamento sério!
Você acredita na reencarnação?
Você acredita em reencarnação?
Se vocês fizessem essa pergunta em muitos países do oriente, principalmente no extremo oriente, é provável que eles fossem reagir com estranheza, pois lá a reencarnação é uma crença religiosa profundamente arraigada e cultivada pelas religiões hindu, budista e jainista (Esta é a religião de Gandhi). No entanto, na cultura ocidental, não aceitar a lei natural da reencarnação é natural, pois somos muito pragmáticos, vivemos numa sociedade tecnicista, materialista e cartesiana, e até mesmo cética para aceitar uma crença sem uma evidência mais concreta. Mas temos sido felizes?
No entanto, uma pesquisa feita pela Universidade de Oxford, (Inglaterra), encomendada pela Igreja Anglicana, afirma que cerca de quatro bilhões de pessoas, ou seja, dois terços da população da Terra crêem na reencarnação. No Brasil, a maior nação católica e também a mais espírita do mundo, há uma diversidade que demonstra as contraposições entre os que acreditam e os que não acreditam na reencarnação. Pelo menos no nosso consultório, com exceção dos evangélicos, que normalmente não acreditam na pluralidade das existências, e, por conta disso, é muito raro me procurarem, minha clientela é constituída por pessoas que se dizem católicas, espíritas, budistas ou mesmo indivíduos que não têm nenhuma religião, que se intitulam espiritualistas ou universalistas e crêem na reencarnação, embora não lhe conheçam os mecanismos.
Quero ressaltar, entretanto, que a reencarnação não é um privilégio exclusivo dos espíritas e nem de religiões, como muitos ainda crêem, pois ela é universal e científica, ou seja, muitos povos primitivos, o xamanismo, a religião wicca das bruxas, o budismo, o xintoísmo, o judaísmo, o hinduísmo, os antigos sacerdotes egípcios, os filósofos ocidentais como Sócrates, Platão, Pitágoras, Kant, Schopenhauer, Voltaire, Nietzsche, William James, Emerson, Bernard Shaw, todos concordavam com a teoria da reencarnação. Dentre os cientistas vários, Ian Steevenson, Patrick Drouot e Brian Weiss têm clinicado e/ou trabalhado baseados na Palingênese.
Até mesmo na Igreja Católica, até o Concílio de Constantinopla, ocorrido no ano 553 d.C., adotava as bases da Igreja Cristã primitiva que aceitava a reencarnação, mas o Imperador Justiniano, influenciado por sua esposa Teodora, conclamou o Concílio de Constantinopla, convidando apenas os bispos não reencarnacionistas, e decretou que a reencarnação não existiria mais, transformando-a em anátema, substituindo-a pelo termo inadequado de ressurreição.
Na ocasião, o Papa Virgílio protestou, se recusando a participar desse Concílio e, com sua recusa, foi preso e mantido prisioneiro de Justiniano por oito longos anos.
A TRVP (Terapia Regressiva às Vidas Passadas) – A Terapia do Mentor Espiritual, como um novo método de autoconhecimento e cura, criada pelo Dr. Mauro Kwuitico (www.abpr.org ), defende também a tese da reencarnação em sua aplicação terapêutica, pois entende que a causa do(s) problema(s) do cliente se origina nessa vida (infância, nascimento ou útero materno), num percentual de 10%, sendo que 90% advém de uma causa mais remota, em encarnações passadas. Portanto, em sua maioria, muitos dos problemas psíquicos, de relacionamento interpessoal e orgânicos, cuja causa a medicina oficial não encontra, são problemas antigos que, em muitos casos, vêm se arrastando em várias encarnações, inclusive nesta.
Desta forma, esta moderna Psicoterapia defende um novo Paradigma, um novo modelo de tratamento que abrange o ser humano em sua totalidade: mente, corpo e espírito, pois o Paradigma científico materialista vigente da Psicologia e Psiquiatria desconsidera o aspecto espiritual, vendo a pessoa apenas como um ser orgânico, bioquímico e não fundamentalmente um ser espiritual em evolução. Em vista disso, se o paciente estiver sofrendo um desequilíbrio físico e/ou emocional, fruto de uma perseguição de um espírito obsessor, (ser desencarnado, desafeto do paciente que foi prejudicado por ele numa vida passado), por exemplo, não irá adiantar tratá-lo só com medicamentos e internações. É o que ocorre lamentavelmente com milhões de pacientes de consultórios psiquiátricos, em todo o mundo, que são submetidos até a eletrochoque de 110 volts e, o pior, à lobotomia (intervenção cirúrgica com a retirada de uma parte do cérebro), prática amplamente utilizada no passado em casos graves de esquizofrenia, neurose obsessiva, ansiedade crônica ou depressão profunda prolongada. Esta, era utilizada quando todos os tratamentos se revelavam ineficazes. Hoje em dia, felizmente, ela não é mais praticada devido aos efeitos secundários severos nos pacientes, além de mostrar sua ineficiência em curar verdadeiramente a alma humana.
Finalizo esse artigo, trazendo um caso clínico importante:
SINTOMA: Corrimento Vaginal
Mulher de 54 anos, solteira, um filho.
A cliente veio ao meu consultório por conta de seu problema de corrimento vaginal, que a acompanhava desde a puberdade. Os médicos não conseguiam identificar sua causa. Apesar de ter tomado vários medicamentos, não conseguia se curar. O corrimento se acentuava nos períodos pré-menstruais, quando ficava com o abdome inchado e dificuldade de respirar. Quando tinha três anos de idade, seu tio materno a abusou sexualmente. Em seus sonhos via sempre a mesma cena do tio saindo com ela do quarto, pedindo para não contar para ninguém do que havia ocorrido entre eles. Sofria de insônia, demorava em pegar no sono, e de madrugada acordava várias vezes.
Queria entender também por que não conseguia ficar junto com o pai de seu filho, pois o relacionamento do casal se caracterizava por idas e vindas, ou seja, não atava e nem desatava, apesar de se darem muito bem. Sempre teve problemas financeiros, sentia que havia um bloqueio, que a impedia de ser uma pessoa próspera. Por último, queria saber qual era o seu verdadeiro propósito de vida, sua missão.
Ao regredi-la, assim me relatou: “Vejo dois anjinhos, um de cada lado do portão. Eles sorriem, gesticulam com as mãos pedindo para atravessá-lo e seguir em frente. Atravesso e vejo agora os anjinhos segurando um pote cheio de um pozinho brilhante, como uma areia bem fininha de praia. Vejo agora uma cachoeira, água bem cristalina, limpinha e várias moças tomando banho (pausa). Um homem velho com trajes coloridas se aproxima delas. Parece que ele vai escolher uma delas. Não quero, sou a escolhida. Não quero ir com ele, não gosto dele (Paciente fala chorando)”.
- Você consegue se ver nessa cena? – Pergunto à paciente.
“Sim, meus cabelos são castanhos, bem compridos, minha pele é bem clara, corpo perfeito, sou muito bonita, e aparento ter uns 16 anos. Não quero ir com ele, mas ele é poderoso, suas vestimentas são de uma pessoa de poder.
Ele me puxa à força, não quero que me toque, mas me arrasta por um corredor e me leva para um lugar escuro. Vejo uma porta bem grande, parece um castelo, uma masmorra. Ele me arrasta para esse lugar, chama dois homens com os rostos cobertos por um capuz… Agora estão me chicoteando (Paciente chora copiosamente).
Em seguida, me deixam sozinha nesse calabouço escuro”.
- Avance mais para frentes nessa cena – peço à paciente.
“Vejo outro homem… Eu o reconheço, é o pai de meu filho da vida atual. Nessa vida passada, ele era o filho desse velho (pausa)… vejo os dois brigando, ele não quer que o pai me maltrate. Em represália, o velho diz ao filho que se eu não for dele, não será de mais ninguém. Estamos amarrados nesse lugar escuro. Ao lado dessa cena, vejo outra cena onde o velho nos pegou juntos, tínhamos um envolvimento amoroso. Nesse calabouço, os guardas colocam uma corrente grossa ao redor de nossos pescoços, apertando-os. (Paciente fala chorando). Estou amaldiçoando o velho, chamando-o de velho maldito, querendo que ele morra. E quanto mais o ofendo, mais ele manda maltratar seu filho. Fala que quer ver o filho morrer primeiro. (pausa). Agora vejo o filho dele caído no chão; o velho está rindo bastante e afirma que o mesmo vai acontecer comigo. Não tenho medo, prefiro morrer. O velho puxa o meu cabelo e me joga no chão. Falo que prefiro morrer a ficar com ele. Em seguida, ele se retira me deixando sozinha.
Uma senhora de túnica dourada está me consolando… É um ser espiritual de luz, diz que falta pouco, pede para ter paciência, para agüentar mais um pouco que o meu sofrimento vai acabar. Pede também para orar, mas não consigo (pausa).
Agora um homem entra nesse calabouço, substituindo o velho. Ele é o meu tio de hoje, não quero que me toque… Ele é nojento, não respeita nem a dor que sinto. Aperta o meu pescoço, me beija e me estupra (Paciente chora muito). Peço a Deus para me levar de uma vez. Aquela senhora aparece de novo do alto, vejo-a saindo de uma luz enorme, redonda. Ela veste uma túnica dourada, toda trabalhada. Traz na cabeça uma coroa também de luz dourada. Estou perdendo as forças… Caio nos braços dela; em espírito ela me tira do calabouço, me leva para um lugar de muita luz. Sinto muita paz nesse lugar, estou sentada com a cabeça no colo dela, e ela alisa os meus cabelos. Ainda não vi o rosto dela”.
- Consegue ver quem é ela? – Peço à paciente.
“Meu Deus, agora vejo o rosto dela! Ela parece Maria, mãe de Jesus!
Ela envolve todo o meu corpo com a sua luz branca e azul. É uma luz muito intensa. Maria me diz que é a minha mentora espiritual, a minha protetora (ser desencarnado, diretamente responsável pela nossa evolução espiritual). Está sorrindo e o pai de meu filho de hoje está ao lado dela. Ela pega a minha mão e une com a dele. Ele sorri e me abraça… Maria agora nos envolve com o seu manto e nos preenche com sua luz. Ela diz que ele veio à vida atual para ser padre, mas não conseguiu porque o amor dele por mim era maior. Agora nós três somos pura luz”.
- Pergunte à ela qual é a sua verdadeira missão na vida presente? – Peço à paciente.
“Ela diz que vim com a missão de curar com as mãos e encaminhar as pessoas perdidas, que tenho que amá-las muito, aceitando suas imperfeições para atingir a perfeição, porque todos nós temos que lapidar o espírito. Ela revela que o meu filho veio para nos ajudar, nos unir. Revela também que o pai de meu filho tem uma missão junto comigo e que vou poder ensinar para ele o que venho aprendendo em relação à espiritualidade. Agora as minhas mãos estão esquentando… Ela pede para que oremos juntas:
“Senhor, nosso Deus e Pai, que a tua misericórdia afaste a lembrança do passado. Ó Cristo, Jesus, que a tua luz derrame sobre esse Ser, que nesse instante cessem sua tristeza e suas mágoas. Venha Cristo com a tua luz dourada derramar sobre esse Ser. Ó Deus, dai misericórdia de suas lembranças passadas!”
Esta senhora sorri e me diz: “Chega de sofrimento, tudo encerrou, o que você precisava passar, aprender, já conseguiu. Agora tudo vai ficar no esquecimento, é uma nova caminhada!” Fala que o meu corrimento vaginal teve origem nessa vida passada na qual fui violentada, e que o abuso sexual desta provocou esse corrimento. Ela coloca a mão em meu ventre e abençoa um Ser, esclarece que não vou engravidar, mas adotar um filho. Sempre tive essa vontade, mas não sabia o porquê. Ela afirma que essa criança virá de uma dimensão bem elevada. Mostra a cena de uma moça desesperada me trazendo e entregando o seu filho. É uma menina de cabelos cacheados, loirinha”.
- Pergunte à ela de onde vem o seu bloqueio financeiro – peço à paciente.
“Fala que vem de uma vida passada em que as pessoas de poder judiavam muito de mim. Então, quando começo a prosperar, inconscientemente me lembro dessas pessoas de posses que me judiaram. Esta senhora fala que foi ela que me inspirou a vir a essa terapia. Diz para o senhor ficar em paz, que o exército de mentores irá auxiliar o seu trabalho… Estou vendo muitas almas vestidas de branco aqui na sala. Fala também que daqui para frente os anjos vão orientar o seu trabalho. Encerra o nosso trabalho, pedindo para que tenhamos sempre amor no coração”…
Portanto, amigos, quanto à fatos não há controvérsias! Quem viver, um dia verá!
Horácio Ramasine
Psicoterapeuta Reencarnacionista
CRT 44669 – Sinte/ABPR
TDA e TDA-H! Cuidado no diagnóstico!
TDA OU TDA-H é o chamado Transtorno e Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade, o TDA-H e sobre o qual ainda precisamos muito pesquisar e aprender. Para alguns o DDA, ou Distúrbio de Déficit de Atenção. O TDA-H é um distúrbio neurológico que se caracteriza pela alteração da atenção, impulsividade e hiperatividade, que atinge entre 3 a 5% de todas as crianças em idade escolar. O Transtorno pode, também, ocorrer sem a Hiperatividade. Vale ressaltar que TDA-H é uma disfunção cerebral, na qual o cérebro não funciona adequadamente, devido a interferência de impulsos rápidos, que se manifesta por três grupos de sintomas: desatenção, hiperatividade e impulsividade.
A primeira busca pode ocorrer pela hiperatividade, esse termo já é comum e de conhecimento mais popular. Geralmente crianças hiperativas levam apelidos ligados a esse comportamento inquieto, ou ouvem reclamações dos pais dizendo que parece que são “ligadas na tomada”. Ou a busca pode ocorrer pela dificuldade de aprendizado, uma criança muito dispersa, dificuldade de compreender textos, etc. Mais difícil a procura por conseqüência de atos impulsivos, sempre ressaltando que esses comportamentos devem estar presentes em qualquer ambiente que se freqüente, não tendo relação com comportamentos que expressem falta de limite na educação ou criação.
Apesar de ser um distúrbio comum na infância, pouco se vê em resultados de diagnósticos, podendo levar o transtorno a fase adulta ainda sem nenhum tipo de informação e tratamento ao portador. Ou por inúmeras vezes, ter um diagnóstico confundido com o Transtorno Bipolar.
O TDA/TDA-H tem sido considerado de origem genética, o que pode trazer uma complicação ainda maior devendo haver um levantamento histórico familiar que muitas vezes não é feito, mantendo o transtorno como individual na família ou tratando-se apenas suas comorbidades relacionadas (depressão, dislexia, ansiedade, abuso ou dependência de drogas, distúrbios alimentares, etc.). Com freqüência elevada no sexo masculino, a linha de busca não deve excluir o sexo feminino, mesmo sendo estatisticamente menor e é importante lembrar que o diagnóstico para ser realizado na fase adulta, deve conter um levantamento de informações desde a infância, pois é onde se iniciam os sintomas. Buscar informações com familiares ajuda muito nesse momento, caso o adulto tenha poucas lembranças. O diagnóstico não deve ser feito com base em relato só na fase adulta. A importância de se fazer o diagnóstico na infância se deve ao fato de que o tratamento minimizará os comprometimentos sociais, escolares e familiares, nessa fase e o prolongamento na fase adulta, na qual os comportamentos já estão instalados e as dificuldades de atenção continuam atrapalhando a qualidade de vida. Apesar de haver uma tendência ao declínio da hiperatividade, ou uma adaptação dessa inquietação na fase adulta, como a substituição por atitudes de estar sempre andando de um lado para outro, de fazer tudo como se estivesse com muita pressa, de não conseguir deixar as mãos paradas e assim por diante. Existe um consenso de que nas meninas o tipo clínico mais comum é sem hiperatividade (tipo predominantemente desatento) e nos homens, mais freqüente o quadro com hiperatividade.
Devemos reconhecer, no entanto, uma deficiência no diagnóstico desse transtorno dos profissionais da área, que não se percebem muitas vezes dos motivos geradores de uma doença como a depressão, ou dos indivíduos adultos com diversos tipos de vícios, como as drogas químicas, o álcool, jogos, entre outras. Alguém que teve sua depressão tratada, mas que ainda continuava sentindo-se “diferente”, de um angustiado em seus relacionamentos pessoais e sociais, por exemplo, ao saberem do diagnóstico de TDA-H, demonstraram um alivio tão significativo, que vale á pena investir mais tempo profissional nessa área de estudos.
Quando uma pessoa apresentar um quadro depressivo, fóbico, de ansiedade, um abuso de drogas, um distúrbio anti-social ou delirante, obsessividade (não-espiritual), for imprudente, impulsiva, desorganizada, enfim, é importante fazer um levantamento mais específico para E aí perguntamos: Quantas pessoas poderiam ter vencido a luta contra o vicio das drogas se tivessem sido diagnósticas corretamente? Quantas pessoas poderiam vencer a frustração profissional ou educacional? Quantos relacionamentos poderiam ser resgatados se houvesse o tratamento adequado do TDA-H? Quantos acidentes de trânsito seriam evitados? Quanto se teria diminuído estatisticamente de doenças sexualmente transmissíveis ou de gravidez precoce?
E fica aqui, uma pergunta capital para as nossas reflexões: Quanto os profissionais poderiam ter melhorado a qualidade de vida dessas pessoas evitando que algumas se voltassem para o “mundo do crime”, já que existe uma prevalência elevada de adultos portadores de TDA-H em estabelecimentos prisionais?
Estranho pensar nessas perguntas vistas por esse ponto de vista? Num primeiro momento pode ser, mas se aprofundarmos o tema ver-se-á que a responsabilidade é muito maior do que parece.
Graças aos avanços científicos estamos tendo a possibilidade de mudar tudo isso. Mas precisamos do compromisso da divulgação da informação destes avanços, com a finalidade de chegar-se ao maior número possível de diagnósticos, corretos e o mais breve possível na fase de desenvolvimento do indivíduo. Impressiona-nos a aflição de um TDA-H na não- conseguir se organizar em sua vida pessoal, apesar de reconhecer a necessidade dessa organização, sente-se vencido, derrotado e extremamente frustrado pela falta de estímulo em executar tarefas simples do dia-a-dia. Essa confusão atinge todas as áreas, da profissional, financeira, social, até a familiar e conjugal. O que torna difícil a convivência e compreensão desse tipo de comportamento por parte dos demais que sequer se dão conta do quanto isso angustia um TDA-H, apenas se afastam, demitem, cobram, pressionam e reclamam. Na família do TDA-H, que pode vir a ter mais de um portador, os conflitos são maiores, tornando essa convivência um verdadeiro caos.
O tratamento existe sim! Com uso de psico-estimulante e terapia o TDA-H terá condições de modificar positivamente tudo isso. É importante a busca pelo profissional adequado que fará o diagnóstico e iniciará o processo correto, com acompanhamento da medicação e da terapia. Estamos falando em acompanhamento conjugado; psiquiatria e psicoterapia.
Horácio Ramasine
Psicoterapeuta Holístico Reencarnacionista
CRT 44668
Síndrome de Burnout: uma doença do trabalho?

Ainda não há dados completos sobre a incidência da Síndrome de Burnout no Brasil, mas os consultórios médicos e psicológicos registram um constante aumento do número de pacientes/clientes com relatos de sintomas típicos desta Síndrome ou Transtorno. O problema foi identificado em 1974, nos Estados Unidos, pelo pesquisador Freunderberger, a partir da observação de desgaste no humor e na motivação de profissionais de saúde com os quais trabalhava. O termo síndrome de Burnout resultou da junção de burn (queima) e out (exterior), caracterizando um tipo de estresse ocupacional, um “joga fora” catártico durante o qual a pessoa consome-se física e emocionalmente, resultando em uma exaustão e em um comportamento agressivo e irritadiço. Boa parte dos sintomas é também comum, em casos de estresse convencional, mas com o acréscimo da desumanização que se mostra por atitudes negativas e grosseiras em relação às pessoas atendidas no ambiente profissional e que, por vezes, estende-se também aos colegas, amigos e familiares. Seria bom observarmos que o problema é sempre relativo ao mundo do trabalho e é importante ressaltar, que a doença atinge pessoas sem antecedentes psicopatológicos, é o que temos observado na clínica. A Síndrome afeta especialmente aqueles profissionais obrigados a manter contato próximo com outros indivíduos e, dos quais, espera-se uma atitude, no mínimo, solidária com a causa alheia. Abrangemos então médicos, enfermeiros, psicólogos, professores, policiais, etc. Recentemente, a categoria dos funcionários de companhias aéreas inseriu-se entre aquelas de alto risco para desenvolver a Síndrome, devido às pressões intensas e ao desgaste vivido durante a crise dos atrasos nos horários dos vôos” no Brasil.
Veja a lista completa das áreas mais estressantes:
1- Tecnologia da Informação;
2- Medicina;
3- Engenharia;
4- Vendas e Marketing;
5- Educação;
6- Finanças;
7- Recursos Humanos;
8- Operações;
9- Produção;
10- Religião.
Apesar da associação do distúrbio com o perfil de trabalhadores já mencionados, ele pode afetar executivos e donas de casa também. Em comum, os candidatos à Síndrome apresentam uma personalidade com maior risco para desenvolver Burnout, ou seja, são pessoas excessivamente críticas, muito exigentes consigo mesmas e com os outros e que têm maior dificuldade para lidar com situações difíceis”, assim observamos. Destacaria algumas das características individuais que podem incentivar o estabelecimento da Síndrome: Idealismo elevado, excesso de dedicação, alta motivação, perfeccionismo, rigidez. Em geral, são indivíduos que gostam e se envolvem com o que fazem, não medindo esforços para atingir seus próprios objetivos e os da instituição em que atuam. De certa forma, é tudo o que as organizações esperam de um bom profissional”, não é? Ou seja, os ambientes corporativos estimulam de alguma maneira, esse tipo de comportamento entre os profissionais, criando condições que podem predispor ao adoecimento e, na seqüência direta, em licenças médicas e eventuais afastamentos por longos períodos. Dividimos com vocês as nossas observações clínicas. Vamos às principais características desta Síndrome:
Principais características da Síndrome de Burnout:
SINTOMAS EMOCIONAIS: avaliação negativa do desempenho profissional, esgotamento, fracasso, impotência, baixa auto-estima.
MANIFESTAÇÕES FÍSICAS OU TRANSTORNOS PSICOSSOMÁTICOS: fadiga crônica, dores de cabeça, insônia, úlceras digestivas, hipertensão arterial, taquicardia, arritmias, perda de peso, dores musculares e de coluna, alergias, lapsos de memória.
ALTERAÇÕES COMPORTAMENTAIS: maior consumo de café, álcool e remédios, faltas no trabalho, baixo rendimento pessoal, cinismo, impaciência, sentimento de onipotência e também de impotência, incapacidade de concentração, depressão, baixa tolerância à frustração, ímpeto de abandonar o trabalho, comportamento paranóico (tentativa de suicídio) e/ou agressividade.
É preciso deixar claro que a Síndrome de Burnout não deve ser confundida com estresse ou depressão. No primeiro caso, o aparecimento dos sintomas psicossomáticos (dores de cabeça, insônia, gastrite, diarréia, alterações menstruais) sugere muito mais um estresse ocupacional crônico, algo que os estudiosos do assunto definem com tentativa de adaptação a uma situação claramente desconfortável no trabalho.
Em relação à depressão, chegou-se a cogitar uma sobreposição entre Burnout e depressão, no entanto, tratam-se de conceitos distintos. “O que ambos têm em comum é a disforia, o desânimo. Todavia, avaliando-se as manifestações clínicas, encontramos nos depressivos uma maior submissão à letargia e a prevalência aos sentimentos de culpa e derrota, enquanto nas pessoas com Burnout são mais marcantes o desapontamento e a tristeza. A pessoa que vivencia o Burnout identifica o trabalho como desencadeante deste processo.
Atenção ao ritmo de trabalho
Na realidade, o ritmo acelerado e as tensões no trabalho existentes atualmente, por si só, não desencadeiam a Síndrome. O desgaste com rotinas extenuantes, horas extras e cobranças de chefias constituem a regra quando o assunto é trabalho nos dias de hoje.
O ambiente de trabalho e as condições organizacionais são fundamentais para que a Síndrome se desenvolva, mas a sua manifestação depende muito mais da reação individual de cada pessoa frente aos problemas que surgem na rotina profissional. A sensação de inadequação na empresa e o sofrimento psíquico intenso desembocam geralmente nos sintomas físicos, quando não dá mais para disfarçar a insatisfação, porque ela afetou a saúde.
O tratamento da Síndrome de Burnout é essencialmente psicoterapêutico. Mas, em alguns casos, pode-se lançar mão de medicamentos como os ansiolíticos ou antidepressivos para atenuar a ansiedade e a tensão, sendo sempre necessária a avaliação e, no caso medicamentoso, a prescrição feita por um médico especialista. No processo psicoterapêutico, além do enfoque individual para o alívio das dificuldades sentidas, é necessário a reflexão e um redimensionamento das atitudes relativas à atividade profissional, objetivos de vida e cuidados com a auto-estima e com sentimentos mais profundos de aceitação.
No mercado financeiro, ansiedade e agitação são ingredientes do trabalho. Mas, em excesso, estes componentes podem provocar insônia, variação de peso, exaustão e falhas de memória – motivos que têm levado esta categoria a procurar ajuda médica e psicológica. Os profissionais do mercado financeiro têm metas muito apertadas, que exigem grande esforço do indivíduo.
O aumento de pacientes vindos do mercado financeiro nos consultórios médicos e psicológicos é fruto do próprio crescimento do mercado de capitais brasileiro, com maior volume de negócios e mais pessoas atuando em bancos, corretoras e gestoras de recursos.
O problema surge com mais freqüência entre os novatos neste setor, que começam a atuar sem a devida preparação e sem o pleno conhecimento dos mecanismos do mercado de ações. Os mais antigos na profissão estão mais preparados para lidar com a pressão psicológica da atividade que exercem”, afirma a psicóloga. A demanda é maior em momentos de crise no mercado de capitais. Para estes profissionais, “a terapia serve para mostrar que o universo financeiro não condiz com a realidade fora dele. Através de reflexões, mostramos que o cotidiano não funciona assim, que sem saúde física e mental não se pode fazer nada.
Hora de parar
“No decreto N° 3048/99 que regulamenta a Previdência Social, o grupo V da Classificação Internacional de Doenças (CID) 10 menciona no inciso XII a Síndrome de Burnout, Síndrome do Esgotamento Profissional”, também identificada como “Sensação de Estar Acabado”. O profissional tem direito a afastar-se uma vez que tenha sido diagnosticada a Síndrome. É preciso que as empresas se conscientizem da urgência de reavaliar a cultura de exigir dos funcionários metas, às vezes, impossíveis para um ser humano e isso deixamos como alerta.
Cumprimentos
Horácio Ramasine
Psicoterapeuta Holístico Reencarnacionista
As Psicopatias Resumidas!

Cotidianamente, nos mais variados ambientes, nós lidamos com pessoas com comportamentos estranhos que aparentemente não compreendemos e nem sabemos lidar. Para podermos entender melhor e começar a perceber esses problemas vamos explanar a luz da psiquiatria os diversos transtornos de personalidades baseado na CID 10 – Classificação Internacional de Doenças, na qual o capitulo V corresponde aos Transtornos Mentais e Comportamento.
Os Transtornos de personalidade compreendem quatro grandes grupos:
• Transtornos específicos de personalidade;
• Transtornos mistos de personalidade;
• Alterações permanentes de personalidade, não atribuíveis a lesão ou doença cerebral;
• Alterações permanentes de personalidade, atribuíveis a lesão ou doença cerebral.
I – Transtornos específicos de personalidades:
Um transtorno especifico de personalidade é uma perturbação grave da constituição caracterológica e das tendências comportamentais do indivíduo, usualmente envolvendo várias áreas da personalidade e quase sempre associado à considerável ruptura pessoal e social. Chamados usualmente de “psicopatas” – termo genérico muitas vezes utilizado de forma inadequada – esses indivíduos têm atitudes e condutas desarmônicas, um padrão anormal de comportamento, embora para diferentes culturas, existam conjuntos específicos de normas, deveres e obrigações sociais.
A morbidade (possibilidade de ficar doente) desses indivíduos é alta. Eles nascem com essas características e podem encontrar um meio que facilite o desenvolvimento do transtorno. Um importante e influente meio é a família, em muitos casos disfuncionais, com ausência de valores éticos e morais, pais ausentes, laços efetivos frouxos e crianças carentes de contato amoroso, famílias com grande número de membros e pouco cuidado, presença de drogas e às vezes presença de trocas, e às vezes, prostituição estimulada dentro de casa. Os transtornos específicos de personalidades compreendem alguns tipos, entre eles:
Paranóide > A personalidade paranóide se caracteriza por: sensibilidade excessiva a contratempos e rejeições; tendência a guardar rancores ou dificuldade de perdoar; desconfiança; senso exagerado de “direitos pessoais”; suspeitas em relação à fidelidade do parceiro sexual e auto-valorização excessiva.
Esquizóide > As pessoas com transtorno de personalidade tipo esquizóide, têm pouca atividade que lhes dão prazer, frieza emocional, afetividade distanciada, capacidade limitada para expressar sentimentos; indiferença aparente a elogios ou criticas; pouco interesse em ter experiências sexuais, tendência a ficar sozinha; falta de amigos íntimos e insensibilidade marcante em relação às normas e convenções sociais.
Temos que ficar atentos às pessoas que passam muito tempo assistindo à televisão, navegando pela internet ou se “divertindo” sozinhas com joguinhos eletrônicos. As relações interpessoais são fundamentais para nosso crescimento e amadurecimento.
Anti-social > Os portadores de transtornos de personalidade anti-social sofrem (o transtorno) e fazem os outros sofrer – eles têm essa necessidade. São insensíveis aos sentimentos alheios; atitude persistente de irresponsabilidade e desrespeito às normas e obrigações sociais; incapacidade de manter relacionamentos, baixíssima tolerância à frustração; facilmente agressivo e até violentos; Não sentem culpa e não aprende com a experiência, particularmente a punição. Podem chegar a matar por nada.
Emocionalmente Instável > No transtorno de personalidade emocionalmente instável há uma tendência marcante a agir impulsivamente sem medir as conseqüências.
A capacidade de planejar pode ser mínima e acessos de raiva intensa podem com freqüência levar a violência ou a “explosões comportamentais”.
Se o meio em que vivem facilitar a ser tornar dependentes químicos, podem desenvolver um comportamento ainda mais ameaçador e violento. Costumam dizer: “fiz porque tive vontade”.
Histriônica > A personalidade histriônica é caracterizada por: autodramatização, teatralidade, expressão exagerada de emoções, sofre influência com facilidade, afetividade superficial e instável; busca continua de excitação e apreciação por outros e atividades nas quais a pessoa seja o centro das atenções. Sedução inapropriada em aparência ou comportamento e preocupação excessiva em ser fisicamente atraente.
Anancástica > A personalidade anancástica, que pode ser confundida com a paranóide, é caracterizada por: sentimentos de dúvida e de cautela excessivas; preocupação com detalhes, regras, listas, ordem, organização ou esquemas; perfeccionismo que interfere com a conclusão de tarefas; consciencioso em excesso, rigidez e teimosia, insistência além da conta para que os outros se submetam exatamente à sua maneira de fazer as coisas ou relutância em permitir que os outros façam as coisas. Este é o famoso “chato”
Ansiosa > A personalidade ansiosa é caracterizada por: sentimentos persistentes e invasivos de tensão e apreensão: crença de não ter nenhuma aptidão e ser inferior aos outros; preocupação excessiva com o que os outros pensam; relutância em se envolver, a não ser com a certeza de ser apreciado; evitação (evita ao máximo) de atividades com outras pessoas por medo de criticas, desaprovação ou rejeição, ou seja, a pessoa tem dificuldades enormes de trabalhar em equipe, por exemplo.
Dependente > A personalidade dependente pode ser confundida com a “emocionalmente instável”. É caracterizada por: dificuldade enorme de tomar decisões no dia-a-dia e de assumir compromissos, e medo de abandono e da solidão. Freqüente em esposas de dependentes químicos que sofrem, apanham e insistem em manter o relacionamento. Ela vira “capacho” do outro, mas não rompe a relação.
II – Transtornos Mistos de personalidade
Os transtornos de personalidade mistos são os que apresentam aspectos de sintomas de alguns dos tipos já citados e são mais difíceis de diagnosticar.
III- Alterações permanentes de personalidade não atribuíveis a lesão ou doença cerebral
Alterações após estresse catastrófico > esse grupo inclui os transtornos de personalidade e de comportamento em adultos, os quais se desenvolvem após estresse catastrófico ou muito prolongado como seqüestros, torturas, desastres e experiência de guerra. São alterações irreversíveis na vida que não foram provocadas por lesão ou doença cerebral. É o que popularmente chamamos de “trauma profundo”.
Alteração permanente após doença psiquiátrica > Por exemplo: uma criança sofre uma doença mental e é criada amarrada e trancafiada pela família. A personalidade dela mudou totalmente em função da privação social e condições subumanas.
IV – Alterações de personalidade decorrentes de lesão, doença ou disfunção cerebral:
São também chamadas de transtornos orgânicos de personalidade. Exemplo: mulher pudica, religiosa e tímida começa a usar roupas extravagantes, beber e levar uma vida promíscua. Sua mudança radical de comportamento ocorreu em função de um tumor no lobo frontal.
São também comuns os casos de pessoas que tem comportamento totalmente alterado na vida adulta e que tiveram meningite quando crianças (transtorno pós-encefalítico). Os Transtornos de personalidade dificilmente são diagnosticados antes dos 16/17 anos de idade. Pode-se utilizar tratamento psicofarmacológico (com medicamentos), psicoterápicos (terapia) e socioterápicos, em separado ou em conjunto.
O importante é detectar a anomalia e tratar de acompanhar, tratar, acompanhar constantemente. Importante dizer que, desencarnam as pessoas, também, com estas patologias e, depois, ao aproximarem-se de nós estes desencarnados patológicos, podem nos transferir seus sintomas sem que o percebamos.
Sempre é bom lembrar algumas diferenças entre Neuroses e Psicoses: As Neuroses são distúrbios leves com poucas distorções da realidade tratada principalmente pelo psicoterapeuta. Já as Psicoses são doenças mentais graves que afetam a personalidade na zona central do eu. Segue como sintomas delírios e alucinações e devem ser tratadas com uma equipe multidisciplinar como: psicólogo, psiquiatria, terapeuta ocupacional, enfermeiro e mesmo com assistente social (alguns psicóticos são refratários às psicoterapias!).
Acerca dos Delírios: Falsa realidade percebida (acredita em conspiração contra ele se vê duas pessoas simplesmente conversando ou se julga deus).
Acerca das Alucinações: Escutam-se vozes ou têm-se visões. Acredita-se que fontes externas controlam seus pensamentos. O escutar vozes é o mais comum e também pode determinar severa obsessão espiritual!
Resumidamente ainda, as neuroses são alterações quantitativas dos fenômenos psíquicos, capazes de produzir sofrimento e prejuízo na maneira da pessoa viver. Isso significa que os neuróticos não apresentam nenhuma novidade ou nenhuma característica psíquica que não exista nas pessoas normais em quantidades mais adequadas. Ansiedade, angústia, sentimentos depressivos, idéias com tendência obsessivas, teatralidade, medo, são ocorrências psíquicas normais, mas nos neuróticos elas estariam exageradamente (quantitativamente) alteradas. Já as psicoses são alterações qualitativas dos fenômenos psíquicos, capazes de produzir sofrimento e prejuízo na maneira da pessoa existir. Nesse caso, as pessoas normais não costumam apresentar os fenômenos psíquicos dos psicóticos, mesmo em quantidades menores. Nenhuma pessoa normal sente um pouquinho de perseguição, paranóia, catatonia, confusão mental, delírios e alucinações primárias, todavia, se são médiuns em desequilíbrio, poderão sentir sim, a partir da sintonia negativa com desencarnados anormais.
Cumprimentos
Horácio Ramasine – Terapeuta Conferencista
O FRIO DE DENTRO
Seis esquiadores ficaram bloqueados numa caverna por uma avalanche de neve. Teriam que esperar até o amanhecer para poderem receber socorro. Cada um deles trazia um pouco de lenha e havia uma pequena fogueira ao redor da qual eles se aqueciam. Se o fogo apagasse, eles sabiam que todos morreriam de frio antes que o dia clareasse. Chegou a hora de cada um colocar sua lenha na fogueira. Era a única maneira de poderem sobreviver.
O primeiro homem era um racista. Ele olhou demoradamente para os outros cinco e descobriu que um deles era negro. Então ele raciocinou consigo mesmo:
- “Aquele negro! Jamais darei minha lenha para aquecer um negro”. E guardou-a, protegendo-a dos olhares dos demais.
O segundo homem era um rico excêntrico e avarento. Ele estava ali porque esperava receber os juros de uma dívida. Olhou ao redor e viu no círculo em torno do fogo bruxuleante, um homem da montanha, que trazia sua pobreza no aspecto do semblante e nas roupas velhas e remendadas. Ele fez as contas do valor da sua lenha e enquanto mentalmente sonhava com o seu lucro, pensou:
- “Eu? Dar a minha lenha para aquecer um preguiçoso?” E reservou-a.
O terceiro homem era um negro. Seus olhos faiscavam de ira, ressentimento e mágoa. Não havia qualquer sinal de perdão ou mesmo aquela superioridade moral que o sofrimento ensina. Seu pensamento era muito prático:
- “É bem provável que eu precise desta lenha para me defender. Além disso, eu jamais daria minha lenha para salvar àqueles que me oprimem”. E guardou suas lenhas com cuidado.
O quarto homem era um pobre da montanha que lhes servira de guia. Ele conhecia mais do que os outros os caminhos, os perigos e os segredos da neve. Ele pensou:
- “Esta nevasca pode durar vários dias. Vou guardar minha lenha.”
O quinto homem parecia alheio a tudo. Era um sonhador. Olhando fixamente para as brasas. Nem lhe passou pela cabeça oferecer da lenha que carregava. Ele estava preocupado demais com suas próprias visões (ou alucinações?) para pensar em ser útil, porque a maioria dos sofredores é egoísta!
O último homem trazia, nos vincos da testa e nas palmas calosas das mãos, os sinais de uma vida de trabalho duro. Seu raciocínio de sobrevivente era curto e rápido.
- “Esta lenha é minha. Custou o meu trabalho. Não darei a ninguém nem o menor dos meus gravetos”.
Com estes pensamentos, os seis homens permaneceram imóveis.
A última brasa da fogueira se cobriu de cinzas e finalmente se apagou.
Ao alvorecer do dia, quando os homens do Socorro chegaram à caverna, encontraram seis cadáveres congelados, cada qual segurando um feixe de lenha.
Olhando para aquele triste quadro, o chefe da equipe de Socorro disse:
- “O frio que os matou não foi o de fora, mas o frio que veio de dentro! Meu Deus! Somos todos seres gregários!”
Cumprimentos
Horácio Ramasine

