Horácio Ramasine – Terapeuta Conferencista

Archive for Junho, 2009

O Afecto – Medicamento Anti-depressivo?

Afeto
O Afecto é a parte de nosso psiquismo responsável pela maneira de sentir e perceber a realidade. A afetividade é, então, a parte psíquica responsável pelo significado sentimental de tudo aquilo que vivemos. Se as coisas que vivenciamos estão sendo agradáveis, prazerosas, sofríveis, angustiantes, causam melancolia ou pânico, dá satisfação, etc., todos esses valores são atribuídos pela nossa afetividade. Será sempre através de nosso Afecto que o mundo, no qual vivemos, chega até nossa consciência com o significado emocional que realmente tem para nós.
A afetividade funciona como as lentes dos óculos através das quais enxergamos emocionalmente nossa realidade. Através dessas lentes podemos perceber nossa realidade com mais clareza ou não, com mais colorido ou não, com mais esperança ou não e assim por diante. Há determinados estados onde a pessoa enxerga sua realidade como se estivesse usando óculos escuros, ou seja, tudo é percebido de maneira cinzenta, escura e nublada.
Outros percebem a realidade como se estivessem usando óculos cor-de-rosa, onde tudo parece mais exuberante. Alguns vêem o mundo através de uma lupa, onde as questões adquirem dimensões maiores e assim por diante.
Tendo em vista o fato da afetividade (lentes dos óculos) ser diferente entre as pessoas, alguns sofrerão mais que outros diante de um mesmo problema. Devido a essa sensibilidade pessoal diferente para com a realidade, cada um de nós reagirá a essa realidade, também, de maneira muito pessoal e diferente. Aqueles que se sentem ameaçados reagem de uma maneira, aqueles que se percebem inseguros de outra, os otimistas de outra ainda, os tímidos, os expansivos, os pensativos, os sentimentais e por aí afora, cada um reagindo à vida de maneira própria e pessoal.
Deve ficar claro que a afetividade não pode ser simplesmente submetida à influência da vontade, portanto, ninguém deseja voluntariamente ter um Afecto depressivo, assim como, também, dificilmente alguém conseguirá melhorar seu estado afetivo, simplesmente porque um amigo ou pessoa de sua intimidade lhe dê bons conselhos e palavras de otimismo.
A afectividade pode ser melhorada e adequada mediante dois procedimentos: com a utilização de medicamentos que atuam nos neurotransmissores e nos neuroreceptores cerebrais (contando sempre com seus efeitos colaterais) e, através de práticas psicoterápicas e psicopedagógicas de aperfeiçoamento da personalidade.
Nesse último caso pleiteia-se que a pessoa passe a conhecer melhor as questões de suas emoções e de sua depressão. Através desse conhecimento pretende-se que a pessoa passe a melhorar sua relação com a realidade e consigo mesma.
Devido ao Afecto depressivo e negativo, as sensações físicas corriqueiras e habituais em qualquer pessoa são valorizadas pessimisticamente nos deprimidos. Uma simples tontura, por exemplo, apesar de ser um acontecimento perfeitamente trivial na vida de qualquer pessoa, é percebida como algo mais sério pelo deprimido, como uma ameaça de desmaio ou coisa assim, ainda que seja sintoma de uma labirintite tratável.
Por causa do Afecto depressivo as pessoas passam a observar exageradamente o funcionamento de seus organismos. Ora verificando o ritmo intestinal, ora prestando muita atenção às sensações vagas, aos formigamentos, às dores aqui e ali, às indisposições, palpitações e assim por diante a que chamamos de psicossomatizações cujas causa podem estar na infância, no útero materno ou ainda, como dizem Ian Steevenson, Brian Weiss ou Patrick Drouot, em outras vidas que podem ser acessadas através das incursões regressivas palingenésicas! De qualquer maneira o psicoterapeuta deve ter Afecto dedicado ao seu “depressivo” sob pena de não conseguir lograr êxito com seu acompanhamento psicoterápico.

Cumprimentos
Horácio Ramasine

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Solte o Tacho!

urso
Certa vez, um urso faminto andava pela floresta em busca de comida.
A época era de escassez, porém, seu faro aguçado sentiu o cheiro de comida e o conduziu a um acampamento de caçadores. Ao chegar lá, o urso, percebendo que o acampamento estava vazio, foi até a fogueira, ardendo em brasas, e dela tirou uma tacho enorme de comida.
Quando a tina já estava fora da fogueira, o urso a abraçou com toda sua força e enfiou a cabeça dentro dele, devorando tudo. Enquanto abraçava o tacho, começou a perceber algo lhe atingindo. Na verdade, era o calor que vinha do grande tacho! Ele estava sendo queimado nas patas, no peito e por onde mais o tacho encostava. O urso nunca havia experimentado aquela sensação e, então, interpretou as queimaduras pelo seu corpo como algo que queria lhe roubar a comida. Começou, então, a urrar muito alto, e, quanto mais alto rugia, mais apertava o tacho quente contra seu imenso corpo para não “perdê-lo”. Quanto mais o tacho quente o queimava, mais ele apertava contra o seu corpo e mais alto ainda rugia.
Quando os caçadores chegaram ao acampamento, encontraram o urso recostado a uma árvore próxima à fogueira, segurando a tina de comida. Ele tinha tantas queimaduras que o fizeram grudar no tacho e, seu imenso corpo, mesmo já morto, ainda mantinha a expressão de estar rugindo a defender a sua comida!

Ao terminar de ouvir esta história de um mestre, percebi que, em nossa vida, por muitas vezes, abraçamos, desesperadamente, certas coisas que julgamos ser importantes. Algumas delas nos fazem gemer de dor, nos queimam por fora e por dentro, e mesmo assim, ainda as julgamos importantes e nos aprisionamos à elas. Temos medo de abandoná-las e esse medo nos coloca numa situação de sofrimento, de desespero, e muitas vezes, pânico e depressão! Nossos transtornos podem começar quase imperceptivelmente! E aí, apertamos essas coisas contra nossos corações e terminamos derrotados por algo que protegemos, acreditamos e defendemos de maneira radical, instintiva e quase irracional!

Para que as coisas dêem certo em nossa vida, é necessário reconhecermos, em certos momentos cruciais, que nem sempre o que parece a nossa salvação vai nos dar condições de prosseguirmos a nossa caminhada!

Tenhamos a coragem e a visão que o urso não teve, e soltemos o tacho e, caso não consigamos fazê-lo sozinhos, busquemos ajuda psicoterápica! Muita vez, dois carregam mais facilmente um peso excessivo do que um! Quem precisa de ajuda e quem quer ajudar fazem um só gesto: Estendem a mão!

Cumprimentos
Horácio Ramasine

O que é a Depressão?

Tem cura?

Tem cura?


A depressão é uma doença “do organismo como um todo”, que compromete o físico, o humor e, em conseqüência, o pensamento. A Depressão altera a maneira como a pessoa vê o mundo e sente a realidade, entende as coisas, manifesta emoções, sente a disposição e o prazer com a vida. Ela afeta a forma como a pessoa se alimenta e dorme, como se sente em relação a si próprio e como pensa sobre as coisas.
A Depressão é, portanto, uma doença afetiva ou do humor, não é simplesmente estar na “fossa” ou com “baixo astral” passageiro. Também não é sinal de fraqueza, de falta de pensamentos positivos ou uma condição que possa ser superada apenas pela força de vontade ou com esforço. As pessoas com doença depressiva (estima-se que 17% das pessoas adultas sofram de uma doença depressiva em algum período da vida) não podem, simplesmente, melhorar por conta própria e através dos pensamentos positivos, conhecendo pessoas novas, viajando, passeando ou tirando férias.
Sem tratamento, os sintomas podem durar semanas, meses ou anos. O tratamento adequado, entretanto, pode ajudar a maioria das pessoas que sofrem desta patologia.
A Depressão, de um modo geral, resulta numa inibição global da pessoa, afecta a parte psíquica, as funções mais nobres da mente humana, como a memória, o raciocínio, a criatividade, a vontade, o amor e o sexo, e também a parte física, desestruturando o metabolismo. Enfim, tudo parece ser difícil, problemático e cansativo para o deprimido.
A pessoa deprimida não tem ânimo para o trabalho, para os prazeres e para quase nada na vida, de pouco adiantam os conselhos para que passeiem, que mudem de emprego, religião (ou adotem uma), para que encontrem pessoas diferentes, para que adotem terapias místicas ou pratiquem atividade exóticas.
Os sentimentos depressivos vêm do interior da pessoa e não de fora dela e é por isso que as coisas do mundo, as quais normalmente são agradáveis para quem não está deprimido, parecem aborrecedoras e sem sentido para o deprimido.
A Depressão é medicamente mais entendida como um “mau funcionamento cerebral” do que uma má vontade psíquica ou uma cegueira mental para as coisas boas que a vida pode oferecer. A pessoa deprimida sabe e tem consciência das coisas boas de sua vida, sabe que tudo poderia ser bem pior, pode até saber que os motivos para seu estado sentimental não são tão importantes assim, entretanto, apesar de saber isso tudo e de não desejar estar dessa forma, continua muito deprimido.
Portanto, as doenças depressivas se manifestam de diversas maneiras, da mesma forma que outras doenças, como, por exemplo, as do coração.

O que é a Depressão? Poderíamos dizer: a Depressão é um Transtorno Afetivo (ou do Humor), caracterizada por uma alteração psíquica e orgânica global, com conseqüentes alterações na maneira de valorizar a realidade e a vida! Também é uma doença afetiva! O tratamento é psicoterapêutico, todavia, o terapeuta efectivo há de ter afecto e carinho pelo paciente sob pena da terapia não resultar em nada!
Adiante falaremos do afeto e da terapia flora, importantes ajutórios na psicoterapia anti-depressiva!
Aguarde!

Cumprimentos
Horácio Ramasine

Horácio Ramasine – Psicoterapeuta e Conferencista

Horacio Ramasine
Horácio Ramasine, Psicoterapeuta holístico reencarnacionista e conferencista, com vasto currículo e centenas de palestras realizadas. Formado em Administração de Empresas e Cursos de Especialização com abordagem ao vasto universo do conhecimento humano. Escritor, radialista, trabalhou nas maiores empresas do ramo informático (Tecnologia de Informação) e hoje confere palestras em empresas e clinica sob a especialidade de Psicoterapeuta Holístico, reconhecido pelo SINTE Sindicato dos Terapeutas CRT Nº 44668.

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