Horácio Ramasine – Terapeuta Conferencista

Archive for Setembro, 2009

Síndrome de Burnout: uma doença do trabalho?

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Ainda não há dados completos sobre a incidência da Síndrome de Burnout no Brasil, mas os consultórios médicos e psicológicos registram um constante aumento do número de pacientes/clientes com relatos de sintomas típicos desta Síndrome ou Transtorno. O problema foi identificado em 1974, nos Estados Unidos, pelo pesquisador Freunderberger, a partir da observação de desgaste no humor e na motivação de profissionais de saúde com os quais trabalhava. O termo síndrome de Burnout resultou da junção de burn (queima) e out (exterior), caracterizando um tipo de estresse ocupacional, um “joga fora” catártico durante o qual a pessoa consome-se física e emocionalmente, resultando em uma exaustão e em um comportamento agressivo e irritadiço. Boa parte dos sintomas é também comum, em casos de estresse convencional, mas com o acréscimo da desumanização que se mostra por atitudes negativas e grosseiras em relação às pessoas atendidas no ambiente profissional e que, por vezes, estende-se também aos colegas, amigos e familiares. Seria bom observarmos que o problema é sempre relativo ao mundo do trabalho e é importante ressaltar, que a doença atinge pessoas sem antecedentes psicopatológicos, é o que temos observado na clínica. A Síndrome afeta especialmente aqueles profissionais obrigados a manter contato próximo com outros indivíduos e, dos quais, espera-se uma atitude, no mínimo, solidária com a causa alheia. Abrangemos então médicos, enfermeiros, psicólogos, professores, policiais, etc. Recentemente, a categoria dos funcionários de companhias aéreas inseriu-se entre aquelas de alto risco para desenvolver a Síndrome, devido às pressões intensas e ao desgaste vivido durante a crise dos atrasos nos horários dos vôos” no Brasil.

Veja a lista completa das áreas mais estressantes:

1- Tecnologia da Informação;
2- Medicina;
3- Engenharia;
4- Vendas e Marketing;
5- Educação;
6- Finanças;
7- Recursos Humanos;
8- Operações;
9- Produção;
10- Religião.

Apesar da associação do distúrbio com o perfil de trabalhadores já mencionados, ele pode afetar executivos e donas de casa também. Em comum, os candidatos à Síndrome apresentam uma personalidade com maior risco para desenvolver Burnout, ou seja, são pessoas excessivamente críticas, muito exigentes consigo mesmas e com os outros e que têm maior dificuldade para lidar com situações difíceis”, assim observamos. Destacaria algumas das características individuais que podem incentivar o estabelecimento da Síndrome: Idealismo elevado, excesso de dedicação, alta motivação, perfeccionismo, rigidez. Em geral, são indivíduos que gostam e se envolvem com o que fazem, não medindo esforços para atingir seus próprios objetivos e os da instituição em que atuam. De certa forma, é tudo o que as organizações esperam de um bom profissional”, não é? Ou seja, os ambientes corporativos estimulam de alguma maneira, esse tipo de comportamento entre os profissionais, criando condições que podem predispor ao adoecimento e, na seqüência direta, em licenças médicas e eventuais afastamentos por longos períodos. Dividimos com vocês as nossas observações clínicas. Vamos às principais características desta Síndrome:

Principais características da Síndrome de Burnout:

SINTOMAS EMOCIONAIS: avaliação negativa do desempenho profissional, esgotamento, fracasso, impotência, baixa auto-estima.

MANIFESTAÇÕES FÍSICAS OU TRANSTORNOS PSICOSSOMÁTICOS: fadiga crônica, dores de cabeça, insônia, úlceras digestivas, hipertensão arterial, taquicardia, arritmias, perda de peso, dores musculares e de coluna, alergias, lapsos de memória.

ALTERAÇÕES COMPORTAMENTAIS: maior consumo de café, álcool e remédios, faltas no trabalho, baixo rendimento pessoal, cinismo, impaciência, sentimento de onipotência e também de impotência, incapacidade de concentração, depressão, baixa tolerância à frustração, ímpeto de abandonar o trabalho, comportamento paranóico (tentativa de suicídio) e/ou agressividade.

É preciso deixar claro que a Síndrome de Burnout não deve ser confundida com estresse ou depressão. No primeiro caso, o aparecimento dos sintomas psicossomáticos (dores de cabeça, insônia, gastrite, diarréia, alterações menstruais) sugere muito mais um estresse ocupacional crônico, algo que os estudiosos do assunto definem com tentativa de adaptação a uma situação claramente desconfortável no trabalho.

Em relação à depressão, chegou-se a cogitar uma sobreposição entre Burnout e depressão, no entanto, tratam-se de conceitos distintos. “O que ambos têm em comum é a disforia, o desânimo. Todavia, avaliando-se as manifestações clínicas, encontramos nos depressivos uma maior submissão à letargia e a prevalência aos sentimentos de culpa e derrota, enquanto nas pessoas com Burnout são mais marcantes o desapontamento e a tristeza. A pessoa que vivencia o Burnout identifica o trabalho como desencadeante deste processo.

Atenção ao ritmo de trabalho

Na realidade, o ritmo acelerado e as tensões no trabalho existentes atualmente, por si só, não desencadeiam a Síndrome. O desgaste com rotinas extenuantes, horas extras e cobranças de chefias constituem a regra quando o assunto é trabalho nos dias de hoje.

O ambiente de trabalho e as condições organizacionais são fundamentais para que a Síndrome se desenvolva, mas a sua manifestação depende muito mais da reação individual de cada pessoa frente aos problemas que surgem na rotina profissional. A sensação de inadequação na empresa e o sofrimento psíquico intenso desembocam geralmente nos sintomas físicos, quando não dá mais para disfarçar a insatisfação, porque ela afetou a saúde.

O tratamento da Síndrome de Burnout é essencialmente psicoterapêutico. Mas, em alguns casos, pode-se lançar mão de medicamentos como os ansiolíticos ou antidepressivos para atenuar a ansiedade e a tensão, sendo sempre necessária a avaliação e, no caso medicamentoso, a prescrição feita por um médico especialista. No processo psicoterapêutico, além do enfoque individual para o alívio das dificuldades sentidas, é necessário a reflexão e um redimensionamento das atitudes relativas à atividade profissional, objetivos de vida e cuidados com a auto-estima e com sentimentos mais profundos de aceitação.
No mercado financeiro, ansiedade e agitação são ingredientes do trabalho. Mas, em excesso, estes componentes podem provocar insônia, variação de peso, exaustão e falhas de memória – motivos que têm levado esta categoria a procurar ajuda médica e psicológica. Os profissionais do mercado financeiro têm metas muito apertadas, que exigem grande esforço do indivíduo.
O aumento de pacientes vindos do mercado financeiro nos consultórios médicos e psicológicos é fruto do próprio crescimento do mercado de capitais brasileiro, com maior volume de negócios e mais pessoas atuando em bancos, corretoras e gestoras de recursos.

O problema surge com mais freqüência entre os novatos neste setor, que começam a atuar sem a devida preparação e sem o pleno conhecimento dos mecanismos do mercado de ações. Os mais antigos na profissão estão mais preparados para lidar com a pressão psicológica da atividade que exercem”, afirma a psicóloga. A demanda é maior em momentos de crise no mercado de capitais. Para estes profissionais, “a terapia serve para mostrar que o universo financeiro não condiz com a realidade fora dele. Através de reflexões, mostramos que o cotidiano não funciona assim, que sem saúde física e mental não se pode fazer nada.

Hora de parar

“No decreto N° 3048/99 que regulamenta a Previdência Social, o grupo V da Classificação Internacional de Doenças (CID) 10 menciona no inciso XII a Síndrome de Burnout, Síndrome do Esgotamento Profissional”, também identificada como “Sensação de Estar Acabado”. O profissional tem direito a afastar-se uma vez que tenha sido diagnosticada a Síndrome. É preciso que as empresas se conscientizem da urgência de reavaliar a cultura de exigir dos funcionários metas, às vezes, impossíveis para um ser humano e isso deixamos como alerta.

Cumprimentos
Horácio Ramasine
Psicoterapeuta Holístico Reencarnacionista

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As Psicopatias Resumidas!

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Cotidianamente, nos mais variados ambientes, nós lidamos com pessoas com comportamentos estranhos que aparentemente não compreendemos e nem sabemos lidar. Para podermos entender melhor e começar a perceber esses problemas vamos explanar a luz da psiquiatria os diversos transtornos de personalidades baseado na CID 10 – Classificação Internacional de Doenças, na qual o capitulo V corresponde aos Transtornos Mentais e Comportamento.

Os Transtornos de personalidade compreendem quatro grandes grupos:

• Transtornos específicos de personalidade;
• Transtornos mistos de personalidade;
• Alterações permanentes de personalidade, não atribuíveis a lesão ou doença cerebral;
• Alterações permanentes de personalidade, atribuíveis a lesão ou doença cerebral.

I – Transtornos específicos de personalidades:

Um transtorno especifico de personalidade é uma perturbação grave da constituição caracterológica e das tendências comportamentais do indivíduo, usualmente envolvendo várias áreas da personalidade e quase sempre associado à considerável ruptura pessoal e social. Chamados usualmente de “psicopatas” – termo genérico muitas vezes utilizado de forma inadequada – esses indivíduos têm atitudes e condutas desarmônicas, um padrão anormal de comportamento, embora para diferentes culturas, existam conjuntos específicos de normas, deveres e obrigações sociais.

A morbidade (possibilidade de ficar doente) desses indivíduos é alta. Eles nascem com essas características e podem encontrar um meio que facilite o desenvolvimento do transtorno. Um importante e influente meio é a família, em muitos casos disfuncionais, com ausência de valores éticos e morais, pais ausentes, laços efetivos frouxos e crianças carentes de contato amoroso, famílias com grande número de membros e pouco cuidado, presença de drogas e às vezes presença de trocas, e às vezes, prostituição estimulada dentro de casa. Os transtornos específicos de personalidades compreendem alguns tipos, entre eles:
Paranóide > A personalidade paranóide se caracteriza por: sensibilidade excessiva a contratempos e rejeições; tendência a guardar rancores ou dificuldade de perdoar; desconfiança; senso exagerado de “direitos pessoais”; suspeitas em relação à fidelidade do parceiro sexual e auto-valorização excessiva.
Esquizóide > As pessoas com transtorno de personalidade tipo esquizóide, têm pouca atividade que lhes dão prazer, frieza emocional, afetividade distanciada, capacidade limitada para expressar sentimentos; indiferença aparente a elogios ou criticas; pouco interesse em ter experiências sexuais, tendência a ficar sozinha; falta de amigos íntimos e insensibilidade marcante em relação às normas e convenções sociais.

Temos que ficar atentos às pessoas que passam muito tempo assistindo à televisão, navegando pela internet ou se “divertindo” sozinhas com joguinhos eletrônicos. As relações interpessoais são fundamentais para nosso crescimento e amadurecimento.

Anti-social > Os portadores de transtornos de personalidade anti-social sofrem (o transtorno) e fazem os outros sofrer – eles têm essa necessidade. São insensíveis aos sentimentos alheios; atitude persistente de irresponsabilidade e desrespeito às normas e obrigações sociais; incapacidade de manter relacionamentos, baixíssima tolerância à frustração; facilmente agressivo e até violentos; Não sentem culpa e não aprende com a experiência, particularmente a punição. Podem chegar a matar por nada.

Emocionalmente Instável > No transtorno de personalidade emocionalmente instável há uma tendência marcante a agir impulsivamente sem medir as conseqüências.
A capacidade de planejar pode ser mínima e acessos de raiva intensa podem com freqüência levar a violência ou a “explosões comportamentais”.
Se o meio em que vivem facilitar a ser tornar dependentes químicos, podem desenvolver um comportamento ainda mais ameaçador e violento. Costumam dizer: “fiz porque tive vontade”.

Histriônica > A personalidade histriônica é caracterizada por: autodramatização, teatralidade, expressão exagerada de emoções, sofre influência com facilidade, afetividade superficial e instável; busca continua de excitação e apreciação por outros e atividades nas quais a pessoa seja o centro das atenções. Sedução inapropriada em aparência ou comportamento e preocupação excessiva em ser fisicamente atraente.

Anancástica > A personalidade anancástica, que pode ser confundida com a paranóide, é caracterizada por: sentimentos de dúvida e de cautela excessivas; preocupação com detalhes, regras, listas, ordem, organização ou esquemas; perfeccionismo que interfere com a conclusão de tarefas; consciencioso em excesso, rigidez e teimosia, insistência além da conta para que os outros se submetam exatamente à sua maneira de fazer as coisas ou relutância em permitir que os outros façam as coisas. Este é o famoso “chato”

Ansiosa > A personalidade ansiosa é caracterizada por: sentimentos persistentes e invasivos de tensão e apreensão: crença de não ter nenhuma aptidão e ser inferior aos outros; preocupação excessiva com o que os outros pensam; relutância em se envolver, a não ser com a certeza de ser apreciado; evitação (evita ao máximo) de atividades com outras pessoas por medo de criticas, desaprovação ou rejeição, ou seja, a pessoa tem dificuldades enormes de trabalhar em equipe, por exemplo.
Dependente > A personalidade dependente pode ser confundida com a “emocionalmente instável”. É caracterizada por: dificuldade enorme de tomar decisões no dia-a-dia e de assumir compromissos, e medo de abandono e da solidão. Freqüente em esposas de dependentes químicos que sofrem, apanham e insistem em manter o relacionamento. Ela vira “capacho” do outro, mas não rompe a relação.

II – Transtornos Mistos de personalidade

Os transtornos de personalidade mistos são os que apresentam aspectos de sintomas de alguns dos tipos já citados e são mais difíceis de diagnosticar.

III- Alterações permanentes de personalidade não atribuíveis a lesão ou doença cerebral
Alterações após estresse catastrófico > esse grupo inclui os transtornos de personalidade e de comportamento em adultos, os quais se desenvolvem após estresse catastrófico ou muito prolongado como seqüestros, torturas, desastres e experiência de guerra. São alterações irreversíveis na vida que não foram provocadas por lesão ou doença cerebral. É o que popularmente chamamos de “trauma profundo”.

Alteração permanente após doença psiquiátrica > Por exemplo: uma criança sofre uma doença mental e é criada amarrada e trancafiada pela família. A personalidade dela mudou totalmente em função da privação social e condições subumanas.

IV – Alterações de personalidade decorrentes de lesão, doença ou disfunção cerebral:
São também chamadas de transtornos orgânicos de personalidade. Exemplo: mulher pudica, religiosa e tímida começa a usar roupas extravagantes, beber e levar uma vida promíscua. Sua mudança radical de comportamento ocorreu em função de um tumor no lobo frontal.

São também comuns os casos de pessoas que tem comportamento totalmente alterado na vida adulta e que tiveram meningite quando crianças (transtorno pós-encefalítico). Os Transtornos de personalidade dificilmente são diagnosticados antes dos 16/17 anos de idade. Pode-se utilizar tratamento psicofarmacológico (com medicamentos), psicoterápicos (terapia) e socioterápicos, em separado ou em conjunto.

O importante é detectar a anomalia e tratar de acompanhar, tratar, acompanhar constantemente. Importante dizer que, desencarnam as pessoas, também, com estas patologias e, depois, ao aproximarem-se de nós estes desencarnados patológicos, podem nos transferir seus sintomas sem que o percebamos.

Sempre é bom lembrar algumas diferenças entre Neuroses e Psicoses: As Neuroses são distúrbios leves com poucas distorções da realidade tratada principalmente pelo psicoterapeuta. Já as Psicoses são doenças mentais graves que afetam a personalidade na zona central do eu. Segue como sintomas delírios e alucinações e devem ser tratadas com uma equipe multidisciplinar como: psicólogo, psiquiatria, terapeuta ocupacional, enfermeiro e mesmo com assistente social (alguns psicóticos são refratários às psicoterapias!).

Acerca dos Delírios: Falsa realidade percebida (acredita em conspiração contra ele se vê duas pessoas simplesmente conversando ou se julga deus).

Acerca das Alucinações: Escutam-se vozes ou têm-se visões. Acredita-se que fontes externas controlam seus pensamentos. O escutar vozes é o mais comum e também pode determinar severa obsessão espiritual!
Resumidamente ainda, as neuroses são alterações quantitativas dos fenômenos psíquicos, capazes de produzir sofrimento e prejuízo na maneira da pessoa viver. Isso significa que os neuróticos não apresentam nenhuma novidade ou nenhuma característica psíquica que não exista nas pessoas normais em quantidades mais adequadas. Ansiedade, angústia, sentimentos depressivos, idéias com tendência obsessivas, teatralidade, medo, são ocorrências psíquicas normais, mas nos neuróticos elas estariam exageradamente (quantitativamente) alteradas. Já as psicoses são alterações qualitativas dos fenômenos psíquicos, capazes de produzir sofrimento e prejuízo na maneira da pessoa existir. Nesse caso, as pessoas normais não costumam apresentar os fenômenos psíquicos dos psicóticos, mesmo em quantidades menores. Nenhuma pessoa normal sente um pouquinho de perseguição, paranóia, catatonia, confusão mental, delírios e alucinações primárias, todavia, se são médiuns em desequilíbrio, poderão sentir sim, a partir da sintonia negativa com desencarnados anormais.

Cumprimentos
Horácio Ramasine – Terapeuta Conferencista

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