Horácio Ramasine – Terapeuta Conferencista

A Psicoterapia simplificada.

Segundo a Drª Dora Bicho, em se tratando de uma primeira consulta de psicologia ou psicoterapia, algumas palavras àqueles para quem a ideia de ir a um psi, parece uma ideia algo ousada ou até mesmo uma aventura. Ela achou por bem dividir o artigo em dois momentos, dedicando o primeiro à tomada de decisão em consultar um psi, e o segundo ao início da“aventura” no seguimento dessa mesma decisão. Notemos, desde já que psic(o) vem do grego psykhé que significa alma. Portanto, todas as abordagens psi, sejam elas quais forem, tratam da nossa mente. E há muitas. Desde as mais abrangentes a ramificações mais especializadas.
Será também útil saber algo sobre alguns termos e ela escolheu, dentre os muitos existentes, alguns termos mais comummente utilizados: psicologia, psicoterapia, psicanálise e psiquiatria.
A psicologia [do grego psykhé (alma) + lógos (estudo) + ia] é uma área do conhecimento muito abrangente. Ela trata, na sua globalidade, de tudo o que diz respeito ao comportamento e processos mentais. Aplica-se ao nível da prevenção e do tratamento. O psicólogo é portanto um técnico dessa área. Ele estuda, diagnostica e intervém em tudo o que se relaciona com a mente.
A psicoterapia [do grego psykhé (alma) + therapeía (tratamento)] faz parte da psicologia, mas corresponde mais especificamente ao tratamento psicológico. As metodologias utilizadas num tratamento psicológico diferem consoante os terapeutas e teorias subjacentes.
A psicanálise [do grego psykhé (alma) + análysis (análise)] é um método de investigação psicológica e de psicoterapia. A abordagem terapêutica consiste na análise intensiva da vida mental consciente e inconsciente, no passado e no presente do paciente.
A psiquiatria [do grego psykhé (alma) + iatreía (cura)] é um ramo da medicina que trata dos problemas mentais e da sua terapêutica. Portanto, um psiquiatra é um médico que seguiu a especialização em psiquiatria.
Então; assim quanto aos motivos que podem levar alguém a consultar um psi, podemos dividi-los em três grupos. Os que o fazem como um investimento pessoal e/ou profissional de auto-reflexão. Os que o fazem por sentirem um mal-estar algo difuso, ou uma sensação de insatisfação ou tristeza pouco claros. E ainda aqueles que procuram ajuda para resolução de um problema específico.
Enfim, quem quer prevenir, cuidar, tratar dos dentes, por exemplo, vai ao dentista; quem quer prevenir, cuidar, tratar da mente vai a um psi. Uma vez tomada a decisão de ir a um determinado psi criam-se expectativas. Imaginamos como será o especialista (se nunca o vimos), como se relacionará connosco, que perguntas nos fará, o que pensará de nós. Ou até, se achará o nosso caso muito complexo e de difícil resolução, e se sim, se nos culpabilizará por isso. Tudo isto faz parte da “aventura” e provavelmente, correndo tudo bem, são dúvidas que se vão esclarecendo favoravelmente.
Uma ideia muito comum é esta: o que se passa comigo é inconfessável, uma vergonha, porque isto só acontece comigo ou com pessoas fracas como eu. É o que muitos pensam, os que procuram ajuda e os que não a procuram. Nada de mais errado, porque uma coisa é aquilo que imaginamos que se passa na vida das outras pessoas, e outra coisa é aquilo que realmente se passa. É tendência geral, a preocupação em esconder o que parece condenável e apontado como motivo de vergonha.

É de sublinhar que o trabalho com um psi é um trabalho de colaboração. É um trabalho em que o cliente tem um papel activo, orientado pelo especialista (que, tendo-se especializado naquela matéria, tem mais conhecimentos do que o cliente sobre a mesma).
Quanto ao caso específico da Psicoterapia, ela consiste num trabalho de reflexão, descoberta, e compreensão pessoal. E também num treino para a capacidade de auto-reflexão. Propício ao crescimento. A Psicoterapia é portanto adequada para quem pensa que tem responsabilidade pela sua vida, e que por isso, pode fazer algo por si.
Espero que estes comentários importantes da Drª Dora Bicho, você meu amigo, minha amiga, resolva, tome coragem e compartilhe conosco o seu problema, a sua fobia e até mesmo o seu transtorno! Lembre-se porém que se não houver empatia, inteiração e comunicação entre as partes; psicoterapeuta e cliente, o processo não será finalizado a contento e talvez seja interrompido antes mesmo que começa! A vontade de tratar-se é fundamental e preponderante no trabalho! Pense nisso e seja bem vindo(a) aos nossos consultórios!

Horácio Ramasine
Psicoterapeuta Holístico
CRT 44668 – Sinte/ABPR

Anúncios

Comentários a: "A Psicoterapia simplificada." (1)

  1. […] Depressão – O que é? Nova Óptica! Share Depressão Remedios Psicoterapia, simplificada. Minhas ações Boas no Ano 2010! […]

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

Nuvem de etiquetas

%d bloggers like this: