Horácio Ramasine – Terapeuta Conferencista

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TDA e TDA-H! Cuidado no diagnóstico!

tdahTDA OU TDA-H é o chamado Transtorno e Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade, o TDA-H e sobre o qual ainda precisamos muito pesquisar e aprender. Para alguns o DDA, ou Distúrbio de Déficit de Atenção. O TDA-H é um distúrbio neurológico que se caracteriza pela alteração da atenção, impulsividade e hiperatividade, que atinge entre 3 a 5% de todas as crianças em idade escolar. O Transtorno pode, também, ocorrer sem a Hiperatividade. Vale ressaltar que TDA-H é uma disfunção cerebral, na qual o cérebro não funciona adequadamente, devido a interferência de impulsos rápidos, que se manifesta por três grupos de sintomas: desatenção, hiperatividade e impulsividade.
A primeira busca pode ocorrer pela hiperatividade, esse termo já é comum e de conhecimento mais popular. Geralmente crianças hiperativas levam apelidos ligados a esse comportamento inquieto, ou ouvem reclamações dos pais dizendo que parece que são “ligadas na tomada”. Ou a busca pode ocorrer pela dificuldade de aprendizado, uma criança muito dispersa, dificuldade de compreender textos, etc. Mais difícil a procura por conseqüência de atos impulsivos, sempre ressaltando que esses comportamentos devem estar presentes em qualquer ambiente que se freqüente, não tendo relação com comportamentos que expressem falta de limite na educação ou criação.
Apesar de ser um distúrbio comum na infância, pouco se vê em resultados de diagnósticos, podendo levar o transtorno a fase adulta ainda sem nenhum tipo de informação e tratamento ao portador. Ou por inúmeras vezes, ter um diagnóstico confundido com o Transtorno Bipolar.
O TDA/TDA-H tem sido considerado de origem genética, o que pode trazer uma complicação ainda maior devendo haver um levantamento histórico familiar que muitas vezes não é feito, mantendo o transtorno como individual na família ou tratando-se apenas suas comorbidades relacionadas (depressão, dislexia, ansiedade, abuso ou dependência de drogas, distúrbios alimentares, etc.). Com freqüência elevada no sexo masculino, a linha de busca não deve excluir o sexo feminino, mesmo sendo estatisticamente menor e é importante lembrar que o diagnóstico para ser realizado na fase adulta, deve conter um levantamento de informações desde a infância, pois é onde se iniciam os sintomas. Buscar informações com familiares ajuda muito nesse momento, caso o adulto tenha poucas lembranças. O diagnóstico não deve ser feito com base em relato só na fase adulta. A importância de se fazer o diagnóstico na infância se deve ao fato de que o tratamento minimizará os comprometimentos sociais, escolares e familiares, nessa fase e o prolongamento na fase adulta, na qual os comportamentos já estão instalados e as dificuldades de atenção continuam atrapalhando a qualidade de vida. Apesar de haver uma tendência ao declínio da hiperatividade, ou uma adaptação dessa inquietação na fase adulta, como a substituição por atitudes de estar sempre andando de um lado para outro, de fazer tudo como se estivesse com muita pressa, de não conseguir deixar as mãos paradas e assim por diante. Existe um consenso de que nas meninas o tipo clínico mais comum é sem hiperatividade (tipo predominantemente desatento) e nos homens, mais freqüente o quadro com hiperatividade.
Devemos reconhecer, no entanto, uma deficiência no diagnóstico desse transtorno dos profissionais da área, que não se percebem muitas vezes dos motivos geradores de uma doença como a depressão, ou dos indivíduos adultos com diversos tipos de vícios, como as drogas químicas, o álcool, jogos, entre outras. Alguém que teve sua depressão tratada, mas que ainda continuava sentindo-se “diferente”, de um angustiado em seus relacionamentos pessoais e sociais, por exemplo, ao saberem do diagnóstico de TDA-H, demonstraram um alivio tão significativo, que vale á pena investir mais tempo profissional nessa área de estudos.
Quando uma pessoa apresentar um quadro depressivo, fóbico, de ansiedade, um abuso de drogas, um distúrbio anti-social ou delirante, obsessividade (não-espiritual), for imprudente, impulsiva, desorganizada, enfim, é importante fazer um levantamento mais específico para E aí perguntamos: Quantas pessoas poderiam ter vencido a luta contra o vicio das drogas se tivessem sido diagnósticas corretamente? Quantas pessoas poderiam vencer a frustração profissional ou educacional? Quantos relacionamentos poderiam ser resgatados se houvesse o tratamento adequado do TDA-H? Quantos acidentes de trânsito seriam evitados? Quanto se teria diminuído estatisticamente de doenças sexualmente transmissíveis ou de gravidez precoce?
E fica aqui, uma pergunta capital para as nossas reflexões: Quanto os profissionais poderiam ter melhorado a qualidade de vida dessas pessoas evitando que algumas se voltassem para o “mundo do crime”, já que existe uma prevalência elevada de adultos portadores de TDA-H em estabelecimentos prisionais?
Estranho pensar nessas perguntas vistas por esse ponto de vista? Num primeiro momento pode ser, mas se aprofundarmos o tema ver-se-á que a responsabilidade é muito maior do que parece.
Graças aos avanços científicos estamos tendo a possibilidade de mudar tudo isso. Mas precisamos do compromisso da divulgação da informação destes avanços, com a finalidade de chegar-se ao maior número possível de diagnósticos, corretos e o mais breve possível na fase de desenvolvimento do indivíduo. Impressiona-nos a aflição de um TDA-H na não- conseguir se organizar em sua vida pessoal, apesar de reconhecer a necessidade dessa organização, sente-se vencido, derrotado e extremamente frustrado pela falta de estímulo em executar tarefas simples do dia-a-dia. Essa confusão atinge todas as áreas, da profissional, financeira, social, até a familiar e conjugal. O que torna difícil a convivência e compreensão desse tipo de comportamento por parte dos demais que sequer se dão conta do quanto isso angustia um TDA-H, apenas se afastam, demitem, cobram, pressionam e reclamam. Na família do TDA-H, que pode vir a ter mais de um portador, os conflitos são maiores, tornando essa convivência um verdadeiro caos.
O tratamento existe sim! Com uso de psico-estimulante e terapia o TDA-H terá condições de modificar positivamente tudo isso. É importante a busca pelo profissional adequado que fará o diagnóstico e iniciará o processo correto, com acompanhamento da medicação e da terapia. Estamos falando em acompanhamento conjugado; psiquiatria e psicoterapia.

Horácio Ramasine
Psicoterapeuta Holístico Reencarnacionista
CRT 44668

Síndrome de Burnout: uma doença do trabalho?

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Ainda não há dados completos sobre a incidência da Síndrome de Burnout no Brasil, mas os consultórios médicos e psicológicos registram um constante aumento do número de pacientes/clientes com relatos de sintomas típicos desta Síndrome ou Transtorno. O problema foi identificado em 1974, nos Estados Unidos, pelo pesquisador Freunderberger, a partir da observação de desgaste no humor e na motivação de profissionais de saúde com os quais trabalhava. O termo síndrome de Burnout resultou da junção de burn (queima) e out (exterior), caracterizando um tipo de estresse ocupacional, um “joga fora” catártico durante o qual a pessoa consome-se física e emocionalmente, resultando em uma exaustão e em um comportamento agressivo e irritadiço. Boa parte dos sintomas é também comum, em casos de estresse convencional, mas com o acréscimo da desumanização que se mostra por atitudes negativas e grosseiras em relação às pessoas atendidas no ambiente profissional e que, por vezes, estende-se também aos colegas, amigos e familiares. Seria bom observarmos que o problema é sempre relativo ao mundo do trabalho e é importante ressaltar, que a doença atinge pessoas sem antecedentes psicopatológicos, é o que temos observado na clínica. A Síndrome afeta especialmente aqueles profissionais obrigados a manter contato próximo com outros indivíduos e, dos quais, espera-se uma atitude, no mínimo, solidária com a causa alheia. Abrangemos então médicos, enfermeiros, psicólogos, professores, policiais, etc. Recentemente, a categoria dos funcionários de companhias aéreas inseriu-se entre aquelas de alto risco para desenvolver a Síndrome, devido às pressões intensas e ao desgaste vivido durante a crise dos atrasos nos horários dos vôos” no Brasil.

Veja a lista completa das áreas mais estressantes:

1- Tecnologia da Informação;
2- Medicina;
3- Engenharia;
4- Vendas e Marketing;
5- Educação;
6- Finanças;
7- Recursos Humanos;
8- Operações;
9- Produção;
10- Religião.

Apesar da associação do distúrbio com o perfil de trabalhadores já mencionados, ele pode afetar executivos e donas de casa também. Em comum, os candidatos à Síndrome apresentam uma personalidade com maior risco para desenvolver Burnout, ou seja, são pessoas excessivamente críticas, muito exigentes consigo mesmas e com os outros e que têm maior dificuldade para lidar com situações difíceis”, assim observamos. Destacaria algumas das características individuais que podem incentivar o estabelecimento da Síndrome: Idealismo elevado, excesso de dedicação, alta motivação, perfeccionismo, rigidez. Em geral, são indivíduos que gostam e se envolvem com o que fazem, não medindo esforços para atingir seus próprios objetivos e os da instituição em que atuam. De certa forma, é tudo o que as organizações esperam de um bom profissional”, não é? Ou seja, os ambientes corporativos estimulam de alguma maneira, esse tipo de comportamento entre os profissionais, criando condições que podem predispor ao adoecimento e, na seqüência direta, em licenças médicas e eventuais afastamentos por longos períodos. Dividimos com vocês as nossas observações clínicas. Vamos às principais características desta Síndrome:

Principais características da Síndrome de Burnout:

SINTOMAS EMOCIONAIS: avaliação negativa do desempenho profissional, esgotamento, fracasso, impotência, baixa auto-estima.

MANIFESTAÇÕES FÍSICAS OU TRANSTORNOS PSICOSSOMÁTICOS: fadiga crônica, dores de cabeça, insônia, úlceras digestivas, hipertensão arterial, taquicardia, arritmias, perda de peso, dores musculares e de coluna, alergias, lapsos de memória.

ALTERAÇÕES COMPORTAMENTAIS: maior consumo de café, álcool e remédios, faltas no trabalho, baixo rendimento pessoal, cinismo, impaciência, sentimento de onipotência e também de impotência, incapacidade de concentração, depressão, baixa tolerância à frustração, ímpeto de abandonar o trabalho, comportamento paranóico (tentativa de suicídio) e/ou agressividade.

É preciso deixar claro que a Síndrome de Burnout não deve ser confundida com estresse ou depressão. No primeiro caso, o aparecimento dos sintomas psicossomáticos (dores de cabeça, insônia, gastrite, diarréia, alterações menstruais) sugere muito mais um estresse ocupacional crônico, algo que os estudiosos do assunto definem com tentativa de adaptação a uma situação claramente desconfortável no trabalho.

Em relação à depressão, chegou-se a cogitar uma sobreposição entre Burnout e depressão, no entanto, tratam-se de conceitos distintos. “O que ambos têm em comum é a disforia, o desânimo. Todavia, avaliando-se as manifestações clínicas, encontramos nos depressivos uma maior submissão à letargia e a prevalência aos sentimentos de culpa e derrota, enquanto nas pessoas com Burnout são mais marcantes o desapontamento e a tristeza. A pessoa que vivencia o Burnout identifica o trabalho como desencadeante deste processo.

Atenção ao ritmo de trabalho

Na realidade, o ritmo acelerado e as tensões no trabalho existentes atualmente, por si só, não desencadeiam a Síndrome. O desgaste com rotinas extenuantes, horas extras e cobranças de chefias constituem a regra quando o assunto é trabalho nos dias de hoje.

O ambiente de trabalho e as condições organizacionais são fundamentais para que a Síndrome se desenvolva, mas a sua manifestação depende muito mais da reação individual de cada pessoa frente aos problemas que surgem na rotina profissional. A sensação de inadequação na empresa e o sofrimento psíquico intenso desembocam geralmente nos sintomas físicos, quando não dá mais para disfarçar a insatisfação, porque ela afetou a saúde.

O tratamento da Síndrome de Burnout é essencialmente psicoterapêutico. Mas, em alguns casos, pode-se lançar mão de medicamentos como os ansiolíticos ou antidepressivos para atenuar a ansiedade e a tensão, sendo sempre necessária a avaliação e, no caso medicamentoso, a prescrição feita por um médico especialista. No processo psicoterapêutico, além do enfoque individual para o alívio das dificuldades sentidas, é necessário a reflexão e um redimensionamento das atitudes relativas à atividade profissional, objetivos de vida e cuidados com a auto-estima e com sentimentos mais profundos de aceitação.
No mercado financeiro, ansiedade e agitação são ingredientes do trabalho. Mas, em excesso, estes componentes podem provocar insônia, variação de peso, exaustão e falhas de memória – motivos que têm levado esta categoria a procurar ajuda médica e psicológica. Os profissionais do mercado financeiro têm metas muito apertadas, que exigem grande esforço do indivíduo.
O aumento de pacientes vindos do mercado financeiro nos consultórios médicos e psicológicos é fruto do próprio crescimento do mercado de capitais brasileiro, com maior volume de negócios e mais pessoas atuando em bancos, corretoras e gestoras de recursos.

O problema surge com mais freqüência entre os novatos neste setor, que começam a atuar sem a devida preparação e sem o pleno conhecimento dos mecanismos do mercado de ações. Os mais antigos na profissão estão mais preparados para lidar com a pressão psicológica da atividade que exercem”, afirma a psicóloga. A demanda é maior em momentos de crise no mercado de capitais. Para estes profissionais, “a terapia serve para mostrar que o universo financeiro não condiz com a realidade fora dele. Através de reflexões, mostramos que o cotidiano não funciona assim, que sem saúde física e mental não se pode fazer nada.

Hora de parar

“No decreto N° 3048/99 que regulamenta a Previdência Social, o grupo V da Classificação Internacional de Doenças (CID) 10 menciona no inciso XII a Síndrome de Burnout, Síndrome do Esgotamento Profissional”, também identificada como “Sensação de Estar Acabado”. O profissional tem direito a afastar-se uma vez que tenha sido diagnosticada a Síndrome. É preciso que as empresas se conscientizem da urgência de reavaliar a cultura de exigir dos funcionários metas, às vezes, impossíveis para um ser humano e isso deixamos como alerta.

Cumprimentos
Horácio Ramasine
Psicoterapeuta Holístico Reencarnacionista

O FRIO DE DENTRO

Esquiadores Seis esquiadores ficaram bloqueados numa caverna por uma avalanche de neve. Teriam que esperar até o amanhecer para poderem receber socorro. Cada um deles trazia um pouco de lenha e havia uma pequena fogueira ao redor da qual eles se aqueciam. Se o fogo apagasse, eles sabiam que todos morreriam de frio antes que o dia clareasse. Chegou a hora de cada um colocar sua lenha na fogueira. Era a única maneira de poderem sobreviver.
O primeiro homem era um racista. Ele olhou demoradamente para os outros cinco e descobriu que um deles era negro. Então ele raciocinou consigo mesmo:
– “Aquele negro! Jamais darei minha lenha para aquecer um negro”. E guardou-a, protegendo-a dos olhares dos demais.
O segundo homem era um rico excêntrico e avarento. Ele estava ali porque esperava receber os juros de uma dívida. Olhou ao redor e viu no círculo em torno do fogo bruxuleante, um homem da montanha, que trazia sua pobreza no aspecto do semblante e nas roupas velhas e remendadas. Ele fez as contas do valor da sua lenha e enquanto mentalmente sonhava com o seu lucro, pensou:
– “Eu? Dar a minha lenha para aquecer um preguiçoso?” E reservou-a.
O terceiro homem era um negro. Seus olhos faiscavam de ira, ressentimento e mágoa. Não havia qualquer sinal de perdão ou mesmo aquela superioridade moral que o sofrimento ensina. Seu pensamento era muito prático:
– “É bem provável que eu precise desta lenha para me defender. Além disso, eu jamais daria minha lenha para salvar àqueles que me oprimem”. E guardou suas lenhas com cuidado.
O quarto homem era um pobre da montanha que lhes servira de guia. Ele conhecia mais do que os outros os caminhos, os perigos e os segredos da neve. Ele pensou:
– “Esta nevasca pode durar vários dias. Vou guardar minha lenha.”
O quinto homem parecia alheio a tudo. Era um sonhador. Olhando fixamente para as brasas. Nem lhe passou pela cabeça oferecer da lenha que carregava. Ele estava preocupado demais com suas próprias visões (ou alucinações?) para pensar em ser útil, porque a maioria dos sofredores é egoísta!
O último homem trazia, nos vincos da testa e nas palmas calosas das mãos, os sinais de uma vida de trabalho duro. Seu raciocínio de sobrevivente era curto e rápido.
– “Esta lenha é minha. Custou o meu trabalho. Não darei a ninguém nem o menor dos meus gravetos”.
Com estes pensamentos, os seis homens permaneceram imóveis.
A última brasa da fogueira se cobriu de cinzas e finalmente se apagou.
Ao alvorecer do dia, quando os homens do Socorro chegaram à caverna, encontraram seis cadáveres congelados, cada qual segurando um feixe de lenha.
Olhando para aquele triste quadro, o chefe da equipe de Socorro disse:
– “O frio que os matou não foi o de fora, mas o frio que veio de dentro! Meu Deus! Somos todos seres gregários!”

Cumprimentos
Horácio Ramasine

A BOA ATITUDE DO TERAPEUTA

A Boa Atitude do Terapeuta

Se dedico agora todo um capítulo à atitude do terapeuta, seja ela interior ou exterior, é porque essa atitude vai ter um papel de grande importância na execução do tratamento. É fácil entender que tratamentos voltados para os corpos sutis exigem de quem os dispensa o alinhamento de seus atos, pensamentos e palavras, a fim de que, como sucede com um vaso de cristal, as energias que o atravessam não sejam limitadas e até mesmo obstruídas por escórias que só fariam retardar a passagem da luz.
A qualidade do tratamento dispensado vai depender da nossa qualidade enquanto seres no momento da nossa ação, pois ninguém pode atuar como terapeuta se não tentou trabalhar a si mesmo e purificar-se das próprias escórias. Isso não significa, de modo algum, que é preciso ser perfeito para poder dispensar esse tipo de tratamento. Seria muita pretensão de minha parte julgar ter resolvido todos os meus “problemas”, mas é certo que, de vida em vida, um dos meus objetivos foi sempre o de conseguir que meus diferentes corpos estivessem suficientemente sintonizados entre si para servirem de canal às energias de luz que sempre presidem qualquer tratamento.
Embora antes da época dos essênios eu já tivesse conhecimento dos tratamentos, refiro-me aos de dois mil anos atrás porque os ensinamentos dessa época são de grande precisão e Jesus, um dos meus maiores professores. ELE fazia uma grande diferença entre os mágicos e os enamorados do Amor. Os “milagres” realizados por estes e por aqueles pareciam idênticos, mas nos planos sutis a diferença era grande, pois a compreensão da Vida estabelecia-lhes a qualidade. Ele nos dizia, com relação à materialização de objetos, basicamente o seguinte:
“Existem duas maneiras de realizar os fatos a que nos referimos… Para a maioria dos seres, a diferença é nula, pois seus olhos de carne não captam senão os efeitos… Os mágicos projetam os raios de sua alma até o objeto de sua avidez, fazem-no sofrer uma transformação e trazem-no para o lugar onde se encontram… Eu porém vos digo: aquele que cria o faz por amor, aquele que se apropria do já criado opera pelo desejo.
“O desejo vos destruirá se não estiverdes atentos. Ele vos força a to¬mar sem dar nada em troca. As leis do Sem Nome são inversas às que vós estabelecestes sobre a Terra, meus Irmãos; aquele que colhe sem nada distribuir não pode senão empobrecer-se inexoravelmente… Assim, eu não vos proponho o poder, mas a compreensão. Compreender é amar.” Se faço menção a essas palavras no capítulo das atitudes é para que se entenda melhor o que pode ser o “desejo” do terapeuta e para que não sejamos mágicos-terapeutas, mas orientadores amorosos…”

Autora: Anne Meurois-Givaudan
Fonte: Leitura de Auras e tratamentos Essênios

Cumprimentos
Horácio Ramasine

Cultive

Era uma vez uma jovem chamada Lin, que se casou e foi viver com o marido na casa da sogra. Depois de algum tempo, começou a ver que não se adaptava à sogra.
Os temperamentos eram muito diferentes e Lin se irritava com os hábitos e costumes da sogra, que criticava cada vez mais com insistência.
Com o passar dos meses, as coisas foram piorando, a ponto de a vida se tornar insuportável. No entanto, segundo as tradições antigas da China, a nora tem que estar sempre a serviço da sogra e obedecer-lhe em tudo. Todavia, Lin, não suportando por mais tempo a idéia de viver com a sogra, tomou a decisão de ir consultar um Mestre, velho amigo do seu pai. Depois de ouvir a jovem, o Mestre Huang pegou num ramalhete de ervas medicinais e disse-lhe:
– Para te livrares da tua sogra, não as deves usar de uma só vez, pois
isso poderia causar suspeitas. Vais misturá-las com a comida, pouco a pouco, dia após dia, e assim ela vai-se envenenando lentamente, mas, para teres a certeza de que, quando ela morrer, ninguém suspeitará de ti, deverás ter muito cuidado em tratá-la sempre com muita amizade. Não discutas e ajuda-a a resolver os seus problemas.
Lin respondeu: – Obrigado, Mestre Huang, farei tudo o que me recomenda.
Lin ficou muito contente e voltou entusiasmada com o projeto de
assassinar a sogra.
Durante várias semanas Lin serviu, dia sim, dia não, uma refeição preparada especialmente para a sogra. Tinha sempre presente a recomendação de Mestre Huang para evitar suspeitas: controlava o temperamento, obedecia à sogra em tudo e tratava-a como se fosse a sua própria mãe.
Passados seis meses, toda a família estava mudada. Lin controlava bem o seu temperamento e quase nunca se aborrecia. Durantes estes meses, não teve uma única discussão com a sogra, que também se mostrava muito mais amável e mais fácil de tratar com ela.
As atitudes da sogra também mudaram e ambas passaram a tratar-se
como mãe e filha. Certo dia, Lin foi procurar o Mestre Huang, para lhe pedir ajuda e disse-lhe:
– Mestre, por favor, ajude-me a evitar que o veneno venha a matar a minha sogra! É que ela transformou-se numa mulher agradável e gosto dela como se fosse a minha mãe. Não quero que ela morra por causa do veneno que lhe dou.
Mestre Huang sorriu e abanou a cabeça:
– Lin, não te preocupes. A tua sogra não mudou. Quem mudou foste tu. As ervas que te dei são vitaminas para melhorar a saúde. O veneno estava nas tuas atitudes, mas foi sendo substituído pelo amor e carinho que lhe começaste a dedicar.
Na China, há um provérbio que diz:
“A pessoa que ama os outros também será amada”. E os árabes têm outro provérbio:
“O nosso inimigo não é aquele que nos odeia, mas aquele que nós odiamos”.
As pessoas que mais nos dão dor de cabeça hoje poderão vir a
ser as que mais nos darão alegrias no futuro. Invista nelas!
Cative-as, ouça-as, cruze seu mundo com o mundo delas. Plante sementes. Não espere o resultado imediato: colha com paciência. Esse é o único investimento que jamais se perde. Se as pessoas não ganharem, você, pelo menos e com certeza, ganhará:
Paz interior, experiência e consciência de que fez o melhor.
Pequ_Princ

Cumprimentos
Horácio Ramasine

ALUNO É TRANSITÓRIO! FILHO É PARA SEMPRE!

Filho é desde sempre!!

1. A educação não pode ser delegada à escola. Aluno é transitório. Filho é para sempre.

2. O quarto não é lugar para fazer criança cumprir castigo. Não se pode castigar alguém com internet, som, tv, etc.

3. Educar significa punir as condutas derivadas de um comportamento errôneo. Queimou índio pataxó, a pena (condenação judicial) deve ser passar o dia todo em hospital de queimados.

4. Confrontar o que o filho conta com a verdade real. Se falar que professor o xingou, tem que ir até a escola e ouvir o outro lado, além das testemunhas.

5. Informação é diferente de conhecimento. O ato de conhecer vem após o ato de ser informado de alguma coisa. Não são todos que conhecem. Conhecer camisinha e não usar significa que não se tem o conhecimento da prevenção que a camisinha proporciona.

6. A autoridade deve ser compartilhada entre os pais. Ambos devem mandar. Não podem sucumbir aos desejos da criança. Criança não quer comer? A mãe não pode alimentá-la. A criança deve aguardar até a próxima refeição que a família fará. A criança não pode alterar as regras da casa. A mãe NÃO PODE interferir nas regras ditadas pelo pai (e nas punições também) e vice-versa. Se o pai disse que não ganhará doce, a mãe não pode interferir. Tem que respeitar sob pena de criar um delinquente. Em casa que tem comida, criança não morre de fome . Se ela quiser comer, saberá a hora. E é o adulto tem que dizer QUAL É A HORA de se comer e o que comer.

7. A criança deve ser capaz de explicar aos pais a matéria que estudou e na qual será testada. Não pode simplesmente repetir, decorado. Tem que entender.

8. Temos que produzir o máximo que podemos, pois na vida não podemos aceitar a média exigida pelo colégio. Não podemos dar 70% de nós, ou seja, não podemos tirar 7,0.

9. As drogas e a gravidez indesejada estão em alta porque os adolescentes estão em busca de prazer. E o prazer é inconseqüente, pois aquela informação, de que droga faz mal, não está gerando conhecimento.

10. A gravidez é um sucesso biológico, e um fracasso sob o ponto de vista sexual.

11. Maconha não produz efeito só quando é utilizada. Quem está são, mas é dependente, agride a mãe para poder sair de casa, para da droga fazer uso. A mãe deve, então, virar as costas e não aceitar as agressões. Não pode ficar discutindo e tentando dissuadi-lo da idéia. Tem que dizer que não conversará com ele e pronto. Deve ‘abandoná-lo’.

12. A mãe é incompetente para ‘abandonar’ o filho. Se soubesse fazê-lo, o filho a respeitaria. Como sabe que a mãe está sempre ali, não a respeita.

13. Homem não gosta quando a mulher vem perguntar: ‘E aí, como foi o seu dia?’. O dia, para o homem, já foi, e ele só falará se tiver alguma coisa relevante. Não quer relembrar todos os fatos do dia..

14. Se o pai ficar nervoso porque o filho aprontou alguma coisa, não deve alterar a voz. Deve dizer que está nervoso e, por isso, não quer discussão até ficar calmo. A calmaria, deve o pai dizer, virá em 2, 3, 4 dias. Enquanto isso, o videogame, as saídas, a balada, ficarão suspensas, até ele se acalmar e aplicar o devido castigo.

15. Se o filho não aprendeu ganhando, tem que aprender perdendo.

16. Não pode prometer presente pelo sucesso que é sua obrigação. Tirar nota boa é obrigação. Não xingar avós é obrigação. Ser polido é obrigação. Passar no vestibular é obrigação. Se ganhou o carro após o vestibular, ele o perderá se desistir ou for mal na faculdade.

17. Quem educa filho é pai e mãe. Avós não podem interferir na educação do neto, de maneira alguma. Jamais. Não é cabível palpite. Nunca.

18. Mães, muitas são loucas. Devem ser tratadas. (palavras dele).

19. Se a mãe engolir sapos do filho, a sociedade terá que engolir os dele.

20. Videogames são um perigo. Os pais têm que explicar como é a realidade. Na vida real, não existem ‘vidas’, e sim uma única vida. Não dá para morrer e reencarnar. Não dá para apostar tudo, apertar o botão e zerar a dívida.

21. Professor tem que ser líder. Inspirar liderança. Não pode apenas bater cartão.

22. Pai não pode explorar o filho por uma inabilidade que o próprio pai tenha. ‘Filho, digite tudo isso aqui pra mim porque não sei ligar o computador’. O filho tem que ensiná-lo para aprender a ser líder. Se o filho ensina o líder (pai), então ele também será um líder. Pai tem que saber usar o Skype, pois no mundo em que a ligação é gratuita pelo Skype, é inconcebível o pai pagar para falar com o filho que mora longe.

23. O erro mais frequente na educação do filho é colocá-lo no topo da casa. Não há hierarquia. O filho não pode ser a razão de viver de um casal. O filho é um dos elementos. O casal tem que deixá-lo, no máximo, no mesmo nível que eles. A sociedade pagará o preço quando alguém é educado achando-se o centro do universo.

24. Filhos drogados são aqueles que sempre estiveram no topo da família.

25. Cair na conversa do filho é criar um marginal. Filho não pode dar palpite em coisa de adulto. Se ele quiser opinar sobre qual deve ser a geladeira, terá que saber qual é o consumo (KWh) da que ele indicar. Se quiser dizer como deve ser a nova casa, tem que dizer quanto que isso (seus supostos luxos) incrementará o gasto final.

26. Dinheiro ‘a rodo’ para o filho é prejudicial. Tem que controlar e ensinar a gastar.

27. E lembre-se: Se você não “adotar” realmente os seus filhos naturais, eles jamais o verão ou respeitarão como pai!

Cumprimentos!
Horácio Ramasine

Palestra ministrada pelo Dr. Içami Tiba, Psiquiatra, em Curitiba, 23/07/08. Médico pela Faculdade de Medicina da USP. Psiquiatra pelo Hospital das Clínicas da FMUSP; Professor-Supervisor de Psicodrama de Adolescentes pela Federação Brasileira de Psicodrama. Membro da Equipe Técnica da Associação Parceria Contra Drogas – APCD. Membro Eleito do Board of Directors of the International Association of Group Psychotherapy. Conselheiro do Instituto Nacional de Capacitação e Educação para o Trabalho “Via de Acesso”.

PRECISO SER FORTE! MAS COMO ?

Preciso ser forte! Mas como ?
Um antigo mágico estava apresentando sua arte ao Sultão e já tinha conquistado o entusiasmo da assistência. O próprio Sultão estava profundamente admirado e exclamava: “Deus meu, acudi-me! Que milagre, que espanto!”.
Mas seu Vizir fê-lo parar para pensar ao dizer: “Vossa Alteza, nenhuma maestria cai do céu. A arte do mágico é resultado de seu esforço e sua prática.”
O Sultão franziu a testa. O comentário do Vizir tinha estragado o prazer que estava sentindo ao contemplar os atos do mágico. “Ó, homem ingrato! Como podes pretender que tal habilidade seja fruto da prática? Pelo contrário, como eu afirmei, ou tens talento, ou não tens.” Então olhou para o Vizir com desprezo e gritou: “Tu não tens nenhum talento mesmo. Fora daqui! Para o calabouço! Lá poderás reflectir e ponderar acerca de minhas palavras. E, para que não te sintas solitário; para que tenhas uma companhia da tua raça, compartilharás a cela com um bezerro!”
Desde o primeiro dia de aprisionamento, o Vizir começou a seguinte prática: carregar nos braços o bezerro e subir a longa escada do calabouço. Os meses passaram. O bezerro tornou-se um avantajado novilho e, com a prática diária, a força do Vizir cresceu também grandemente.
Um dia, o Sultão recordou do prisioneiro na masmorra. Mandou que o trouxessem a ele. Quando deitou os olhos sobre o Vizir, foi dominado pelo espanto. “Deus meu, acudi-me! Que milagre, que espanto!”
O Vizir carregando o novilho nos braços esticados, respondeu com as mesmas palavras que da outra vez: “Vossa Alteza, nenhuma maestria cai do céu. Em vossa misericórdia, concedeste-me esse animal. Minha força é resultado de meu esforço e minha prática.”
Dentro de nós mesmo residem os segredos, as fórmulas mágicas e a força maior para nossa vida!

Cumprimentos
Horácio Ramasine

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