Horácio Ramasine – Terapeuta Conferencista

O Psicopata

psicopataA Psicopatia, também conhecida como Sociopatia, tem sido erradamente associada, somente, ao protótipo do assassino em série. Porém, nem todos os assassinos são psicopatas e nem todos os psicopatas chegam a ser assassino, ou mesmo fisicamente violentos!
Importa desmistificar esta ideia, porque podemos estar a lidar diariamente com um psicopata, sem termos a noção que aquela pessoa está realmente doente e que afinal, todas as intrigas, confusões, desacatos, mentiras e mau-estar causados pelo mesmo, não são apenas fruto de “mau feitio”. Há pessoas que só se apercebem que têm lidado de perto com um psicopata, momentos antes de uma fatalidade lhes acontecer, nomeadamente o seu homicídio. Eles são brilhantes na dissimulação!
Embora esta doença seja mais comum no homens, também é possível encontrar mulheres sociopatas.
Os primeiros sinais começam a tornar-se mais evidentes a partir dos 15 anos de idade, embora se possam reconhecer algumas atitudes que apontem neste sentido em idade mais tenra. Eis então os sintomas principais que um psicopata apresenta:
– Ausência de Culpa: Nunca sente arrependimento, nem remorsos. Os outros é que são os culpados de tudo o que acontece de mal e vive com a certeza absoluta que nunca erra, nem errou. Não teme a punição por ter a certeza que tudo o que faz tem um propósito benéfico, (para ele, claro!), embora tenha a noção de que os seus actos são anti-sociais. Quando é denunciado, recusa a reabilitação ou qualquer tratamento e na impossibilidade de fugir, simula uma mudança de carácter, para mais tarde voltar aos padrões comportamentais que lhe são característicos e até, vingar-se de quem o tentou ajudar!
– Mestres da Mentira: Para eles a realidade e a ilusão fundem-se num só conceito pelo qual regem o seu mundo. São capazes de contar uma mentira como se estivessem a descrever detalhadamente uma situação real. Não mentem apenas para fugirem de uma situação constrangedora, mas pura e simplesmente porque não sabem viver sem mentir.
– Manipulação e Egoísmo: Não tem a noção de bem comum. Desde que ele esteja bem, o resto do mundo não lhe interessa. O psicopata é um indivíduo extremamente manipulador que usa o seu encanto para atingir os seus objectivos, nunca pensando nas emoções alheias. Não reconhece a dor que provoca nos outros e por isso, usa as pessoas como peões, objectos que pode pôr e dispor conforme lhe convêm. Manifesta facilidade em lidar com as palavras e convencer as pessoas mais vulneráveis a entrarem no “jogo” dele. Querem controlar todos os relacionamentos, impedindo que familiares e amigos confraternizem paralelamente, sem a sua presença. Para tal recorrem as esquemas, intrigas e claro, ao seu charme para se fingir amigo.
– Inteligência: O QI costuma ser acima da média. Há casos de psicopatas que conseguem passar por médicos, advogados, professores, etc, sem nunca terem frequentado uma universidade! São peritos no disfarce, excelentes auto-didactas e fazem-no na perfeição.
– Ausência de Afecto: Não são pessoas afectuosas com o próximo e enquanto pais, não são do género de “dar colo” aos filhos. Usam os filhos como “marionetas”, em função dos seus próprios interesses, não respeitando as suas escolhas, quer a nível pessoal, quer profissional! Baseia os seus “métodos educativos” na humilhação e chega a ser totalmente negligente para com os seus.
– Impulsivo: Devido ao défice do superego, não consegue conter os seus impulsos, podendo cometer toda a espécie de crimes, friamente e sem noção de culpa. Costuma fintar até o teste do polígrafo, porque o seu ritmo cardíaco não se altera quando profere mentiras e nem quando comete crimes.
– Isolamento: Gostam de viver sós e quando vivem com outros, querem liderar o grupo, mesmo que para isso destrua uma família inteira.
– Tratamento: Dificilmente uma psicoterapia finalizará este cliente com a recuperação total, mas, em sendo reencarnacionista, poderá ajudá-lo a conviver melhor com este desvio psíquico de comportamento.

Com meus cumprimentos.

Horácio Ramasine
Psicoterapeuta Reencarnacionista

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Comentários a: "O Psicopata" (4)

  1. cara,muito legal!

  2. É isso, Vitória! Diz a música: “É preciso saber viver…” e eu diria, é fundamental saber conviver – até conosco memsmo que, por vezes, não conseguimos conviver! Abraço.

  3. Carlos Alessandro Leal de Carvalho said:

    O Senhor descreve os fatos com tanto realismo e naturalidade ao mesmo tempo, que tornam as coisas mais simples, e na verdade somo nós mesmos que complicamos, estou realmente nesta fase de não conseguir conviver comigo mesmo.

  4. Valéria Cordeiro said:

    Meu pai é tudo isso aí descrito acima, sem tirar nada, completíssimo. Fui vítima dele por muitas vezes, durante toda a minha vida( tenho 41 anos) e hoje não suporto nem ouvir falar sobre ele. Faço terapia há um ano com psicólogo, pois muitos são meus traumas. Minha mãe tem algumas dessas características citadas, mas meu pai é completo. Ele está sendo processado e espero que a justiça saiba identificá-lo como psicopata e tomar as providências cabíveis.

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